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A Sociedade do Conforto

Pascal Obispo

La Société de Consolation

Qui adoucit les tensions, calme soucis déceptions
Trahisons et tracas, qui fait du bien quand ça va pas
Quand rien ne va
Qui donne les compensations, nectars élixirs potions
Réduits comme des peaux de chagrin, qui quand ça fait mal te fait du bien
Elle te fait du bien

C'est la société
De consolation
Qui consomme
Sans modération
Le cœur d'argile des fleurs qui flanchent
Et qui travaillent même le dimanche
C'est la société
De consolation
Consolation
(Société de consolation)

Qui fait les conversations dans les usines et les salons
Garantit des résultats, qui fait du bien quand y en a pas
Quand rien ne va
Qui dépense sans compter filles en maillot, publicité
Pour oublier mouchoir adieu, qui quand ça fait mal te rend heureux
Nous rend heureux

Toutes ces choses qui redonnent le moral
Essentielles et indispensables
Qu'on finit par trouver banal
Et on oublie que le temps passe, normal

C'est la société
De consolation
Qui consomme
Sans modération
Le cœur d'argile des fleurs qui flanchent
Et qui travaillent même le dimanche
C'est la société
De consolation
Consolation
(Société) consolation
(Société) consolation
(Société)

Qui nous donne du réconfort, satisfaction après l'effort
Diminue les inquiétudes, les usagers avant l'usure
Avant l'usure
On se voudrait tellement léger, nirvana tranquillité
Mais voilà on y arrive pas, quand on y est pas ça rend gaga
Ça nous rend gaga

Tous ces objets dans la tendance
Que l'année prochaine on balance
Qui empêchent de tourner en rond
Sur la vie poser des questions

C'est la société
De consolation
Qui consomme
Sans modération
Le cœur d'argile des fleurs qui flanchent
Et qui travaillent même le dimanche
C'est la société
De consolation
Consolation
(Société) consolation
(Société) consolation
(Société consolation)
(Société consolation)

A Sociedade do Conforto

Quem ameniza as tensões, acalma preocupações e decepções
Traições e problemas, que faz bem quando não tá legal
Quando nada vai bem
Quem dá as compensações, néctares, elixires, poções
Reduzidos como peles de choro, que quando dói, te faz bem
Ela te faz bem

É a sociedade
Do conforto
Que consome
Sem moderação
O coração de argila das flores que murcham
E que trabalha até no domingo
É a sociedade
Do conforto
Conforto
(Sociedade do conforto)

Quem faz as conversas nas fábricas e nos salões
Garante resultados, que faz bem quando não tem nada
Quando nada vai bem
Quem gasta sem pensar, garotas de biquíni, publicidade
Pra esquecer, lenço, adeus, que quando dói, te deixa feliz
Nos deixa felizes

Todas essas coisas que levantam o astral
Essenciais e indispensáveis
Que acabamos achando banal
E esquecemos que o tempo passa, normal

É a sociedade
Do conforto
Que consome
Sem moderação
O coração de argila das flores que murcham
E que trabalha até no domingo
É a sociedade
Do conforto
Conforto
(Sociedade) conforto
(Sociedade) conforto
(Sociedade)

Quem nos dá conforto, satisfação após o esforço
Diminui as preocupações, os usuários antes do desgaste
Antes do desgaste
A gente queria ser tão leve, nirvana, tranquilidade
Mas olha, não conseguimos, quando não estamos lá, isso deixa doido
Isso nos deixa doidos

Todos esses objetos na moda
Que no ano que vem a gente joga fora
Que impedem de ficar rodando
Sobre a vida, fazer perguntas

É a sociedade
Do conforto
Que consome
Sem moderação
O coração de argila das flores que murcham
E que trabalha até no domingo
É a sociedade
Do conforto
Conforto
(Sociedade) conforto
(Sociedade) conforto
(Sociedade conforto)
(Sociedade conforto)

Composição: Pascal Obispo