Vilin Deva
Vilin-deva hodaše po šumi
Zlatne kose što imaše
Vilovnjaèkog kralja kæi, svojoj
Sudbi poðe tad u zao èas
Ruke bele, oèi setne,
Poput sunca umiruæeg
Planine joj behu preci
Gorsko cveæe deca njena
Vetar što duva kroz maglovita brda
I poljane cvetne joj behu rod
Ali druga sudba kæeri šume èeka
Dana toga kobnog, kad joj beše kraj.
Vilin-deva hodaše po šumi
Zlatne kose što imaše
Vilovnjaèkog kralja kæi, svojoj
Sudbi poðe tad u zao èas
Šumar, lovac, maè za pasom
Luk u ruci on imaše
U lov poðe tada, siguran i odluèan
Vetar kosu mu bištaše
Poteže svoj luk, lovac hrabri, èasni
Jer gladan beše on, na putu dugome
I ustreli kæerku vilovnjaèkog kralja,
Kæerku šume i jezera.
Vilin-deva hodaše po šumi
Zlatne kose što imaše
Vilovnjaèkog kralja kæi, svojoj
Sudbi poðe tad u zao èas
Po zlatnom plaštu njenom, mekom
Krv bejaše prolivena
Njene oèi, setne, tužne
Zanavek se sklopiše
Ne znaše lovac šta sa sobom da èini
Krvave mu ruke, a obraza crna
Poteže svoj maè, taj paloš ubojiti
Probode se sam i okonèa bol
Deusa da Floresta
Deusa da floresta caminhava pela mata
Com seus cabelos dourados que tinha
Filha do rei das fadas, sua
Destino seguiu então em hora fatídica
Mãos brancas, olhos tristes,
Como o sol que vai se apagando
Montanhas eram seus ancestrais
Flores da montanha, suas crianças
Vento que sopra pelas colinas nebulosas
E os campos floridos eram seu fruto
Mas outro destino aguardava a filha da floresta
Naquele dia trágico, quando chegou seu fim.
Deusa da floresta caminhava pela mata
Com seus cabelos dourados que tinha
Filha do rei das fadas, sua
Destino seguiu então em hora fatídica
O lenhador, o caçador, espada na mão
Arco em punho ele tinha
Foi caçar então, seguro e decidido
O vento bagunçava seu cabelo
Puxou seu arco, o caçador valente, honrado
Pois estava faminto, em caminho longo
E acertou a filha do rei das fadas,
Filha da floresta e dos lagos.
Deusa da floresta caminhava pela mata
Com seus cabelos dourados que tinha
Filha do rei das fadas, sua
Destino seguiu então em hora fatídica
Sobre seu manto dourado, macio
Sangue estava derramado
Seus olhos, tristes, melancólicos
Para sempre se fecharam
Não sabia o caçador o que fazer consigo
Mãos ensanguentadas, e rosto sombrio
Puxou sua espada, essa lâmina mortal
E se feriu, encerrando a dor.