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Agora Mesmo

Oblivion's Mighty Trash

Ya Mismo

En las favelas se escucha la Bossa Nova
Con el crespo, voz de viejo rapeando desde su alcoba
Miro por las ventanas a par de bobos y bobas
Que por manejar las Lucas creen que se las saben todas

Y me cago de risa cuando se estrellan (¡ja!)
Sus cadenas de diamantes no destellan
Pero no es mi problema, miro pa'l otro lado que–
Sin un beat de fondo no puedo estar concentrado

Negro, ¿qué le voy a hacer? Lo demás no me interesa
No maquillo los malviajes, ni me como a la pereza
Que alimenta a la torpeza, pero aún tengo tiempo
Mejor me parcho que no importa si lo pierdo

De ser sapo yo no peco
Esos malevos quieren entrar en mis recovecos
Pero con mi shit soy terco
No me toquen, que me enervo

No intenten comprarme con cualquier verbo
Que no canto de ser libre pa' terminar siendo un siervo
Esa mierda es de ineptos
Les hago fuck you mientras me miran desde su apartamento

No han comido mierda, y por eso comen cuento
Y si me pasan al lado, no les digo que lo siento (ey, yo-)
Porque el cuerpo se extingue en un vaivén
La carne cruda se pudre, aunque la trate bien

Entiendo que miren raya'o cuando me ven
Si dejé lleno de cigarros aquel jardín Zen
Ey, bueno, apártense que estoy acalora'o
Hay demasiada gente y mucho ya he sobrepensao'

Y de nada me he enterado, si de algo me han hablado es
Que pensando en pistas me he quedado embelesado
Siento que voy a explotar, te rapeo hasta inmolarme
No siento mi cara, por más que quiera tocarme

No sé qué querés hacerme, pero no voy a dejarme
Sin embargo acá está el negro, por si algo querés contarle
Cero
El EP que no para, simple y sencillo
Saygi no para, el Oblivion no para
Nadie para, rey
(Amén)

Agora Mesmo

Nas favelas se escuta a Bossa Nova
Com o cabelo crespo, voz de velho rimando da sua alcova
Olho pelas janelas pra uns bobos e bobas
Que por ter grana acham que sabem de tudo

E eu dou risada quando se quebram (ha!)
As correntes de diamante não brilham
Mas não é meu problema, olho pro outro lado que
Sem um beat de fundo não consigo me concentrar

Negro, o que eu vou fazer? O resto não me interessa
Não disfarço os perrengues, nem me deixo levar pela preguiça
Que alimenta a burrice, mas ainda tenho tempo
Melhor me ajeitar que não importa se eu perco

Se eu fosse sapo eu não errava
Esses malandros querem entrar nos meus recantos
Mas com minha parada sou teimoso
Não me toquem, que eu me estresso

Não tentem me comprar com qualquer conversa
Que não canto pra ser livre e acabar sendo um servo
Essa merda é de incompetentes
Faço um fuck you enquanto me olham do seu apartamento

Não comeram merda, e por isso caem em conto
E se passam do meu lado, não digo que sinto (ei, eu-)
Porque o corpo se apaga num vai e vem
A carne crua apodrece, mesmo que eu cuide bem

Entendo que olhem espantados quando me veem
Se deixei aquele jardim Zen cheio de cigarros
Ei, bom, se afastem que estou estressado
Tem gente demais e já pensei demais

E de nada me dei conta, se falaram algo é
Que pensando em beats eu fiquei encantado
Sinto que vou explodir, te rimo até me imolar
Não sinto meu rosto, por mais que queira me tocar

Não sei o que você quer fazer comigo, mas não vou me deixar
Mas aqui está o negro, se você quiser contar algo
Zero
O EP que não para, simples e direto
Saygi não para, o Oblivion não para
Ninguém para, rei
(Amém)

Composição: Oblivion'S Mighty Trash