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Desde a Noite

Obrint Pas

Des de La Nit

Avui no t'escric per a parlar de pau
Avui no són dies de mirar-se als ulls, i callar
S'obren ferides als camps dels vençuts
Creixen els murs que em separen a mi, de tu

L'horta de València tocada de mort
1000 anys de història arrasats en segons
Terra, treball, cultura, sentiment
Paraules mortes per la supèrbia del poder

Però aquí neix la resitència
Negació del seu oblit
Armes de raó i conciència
Alçant teixits de comprimís

Avui t'escric des de la nit
Encerclat per l'enemic
Convocat per la memòria
I disposat a no morir

Solidari
Solidària

Avui no t'escric per a parlar de pau
Avui no són dies de mirar-se als ulls, i callar
S'esperen tempests als camps dels vençuts
S'apuntalen els murs que em separen a mi, de tu

Les terres de l'Ebre tocades de mort
Pobles i comarques disposats a tot
Aigua, treball, cultura, sentiment
Paraules mortes per la supèrbia del poder

Però aquí neix la resitència
Negació del seu oblit
Armes de raó i conciència
Alçant teixits de comprimís

Avui t'escric des de la nit
Encerclat per l'enemic
Convocat per la memòria
I disposat a no morir

Solidari
Solidària

Desde a Noite

Hoje não te escrevo pra falar de paz
Hoje não são dias de se olhar nos olhos e ficar em silêncio
Feridas se abrem nos campos dos vencidos
Crescem os muros que me separam de você

A horta de Valência marcada pela morte
Mil anos de história destruídos em segundos
Terra, trabalho, cultura, sentimento
Palavras mortas pela soberania do poder

Mas aqui nasce a resistência
Negação do seu esquecimento
Armas de razão e consciência
Erguendo tecidos de compromisso

Hoje te escrevo desde a noite
Cercado pelo inimigo
Convocado pela memória
E disposto a não morrer

Solidário
Solidária

Hoje não te escrevo pra falar de paz
Hoje não são dias de se olhar nos olhos e ficar em silêncio
Tempestades se esperam nos campos dos vencidos
Os muros que me separam de você estão sendo reforçados

As terras do Ebro marcadas pela morte
Povos e regiões dispostos a tudo
Água, trabalho, cultura, sentimento
Palavras mortas pela soberania do poder

Mas aqui nasce a resistência
Negação do seu esquecimento
Armas de razão e consciência
Erguendo tecidos de compromisso

Hoje te escrevo desde a noite
Cercado pelo inimigo
Convocado pela memória
E disposto a não morrer

Solidário
Solidária

Composição: