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O Mar dos Incompreendidos

Obscurcis Romancia

La Mer Des Incompris

J'entends la lointaine vocifération de mon âme châtiée.
Le visage serein, elle m'oppresse de ses supplices.
J'implore sa concupiscence, je hurle ma doléance.
Le sombre rituel se perpétue, me guidant vers le trépas.

Languissant dans ce monde putride, je souhaite mes obseques.
Seule l'effluve de son parfum délicat me délivrera.
Hélas! Jamais cette grâce ne me sera accordée.
Éternellement dans l'oubli, sillonnant sur la mer des incompris.

Démunie de regret et de remord,
Elle m'abandonne a mon triste sort.
Ne divulguant ni mépris ni merci,
Elle rit de mon existence meurtrie.

Le portail grandiose de l'infini s'ouvre enfin.
Bientôt je verrai la fin de cette vie en déclin.
De mes yeux haineux s'écoulent des larmes de sang.
Mon cour lacéré pâti dans les griffes de Satan.

Les clochers des cathédrales sonnent ma délivrance.
Tel un amas de chair inerte, je repose dans mon cercueil,
Confronté au regard hagard du Maître des ténebres.
Mon souffle n'est plus qu'une poussiere dans le royaume de l'immortalité.

O Mar dos Incompreendidos

Eu ouço a vociferação distante da minha alma castigada.
Com o rosto sereno, ela me oprime com seus suplícios.
Imploro por sua concupiscência, grito minha dor.
O sombrio ritual se perpetua, me guiando para a morte.

Languindo neste mundo podre, desejo meu funeral.
Somente o perfume delicado dela me libertará.
Infelizmente! Nunca essa graça me será concedida.
Eternamente no esquecimento, navegando no mar dos incompreendidos.

Desprovida de arrependimento e remorso,
Ela me abandona ao meu triste destino.
Sem revelar desprezo ou gratidão,
Ela ri da minha existência ferida.

O portal grandioso do infinito se abre finalmente.
Em breve verei o fim desta vida em declínio.
Dos meus olhos cheios de ódio escorrem lágrimas de sangue.
Meu coração dilacerado sofre nas garras de Satanás.

Os sinos das catedrais soam minha libertação.
Como um monte de carne inerte, eu repouso no meu caixão,
Confrontado com o olhar atônito do Senhor das trevas.
Meu sopro não é mais que uma poeira no reino da imortalidade.

Composição: