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Desassociação

Odontological Disaster

Disociación

No reconozco mi voz
Se disuelve en el ruido
El inicio otra vez
Pero yo
No coincido

Me miro en el vidrio y nada encaja
Mi gesto tiembla, mi pulso se atranca
Cambio de piel pero no se siente nueva
Es solo un parche sobre la misma grieta
Hay piezas mías regadas por el suelo
Sin coordenadas, sin un lugar concreto
Soy un intento con las líneas rotas
Un nombre escrito que nadie anota
Vuelvo al punto cero y ya no es igual
El tiempo se dobla como un metal
Repito mis pasos, pero van al revés
Mi camino es círculos que queman los pies
Mi historia sin mi cabalga y en cada repetición
Los bordes se funden, pierdo definición
Y cada vuelta me deja más hueco
Más incompleto, más lejos el cuerpo

¿Quién soy?
(La señal se corta)
¡No estoy!
(La memoria aborta)
¡Cae la piel!
(La forma se distorsiona)
¡Vuelve el loop!
(Y la mente implosiona)

Intento aferrarme a lo que era mío
Pero el tacto falla, se siente vacío
Busco mi centro pero ya no suena
Como si el mundo apagara sus venas
Soy un borrador que alguien tachó
Una historia escrita que nadie leyó
Y en cada vuelta que me exige nacer
Pierdo algo más que no va a volver

En el eco
Todo se repite mal
En el eco
Ya no hay señal
Si este ciclo nunca va a romper
¿Qué queda de mí
Cuando deje de volver?
Nada queda
(La forma se quiebra)
Nada vuelve
(El tiempo se niega)
Nada responde
(La voz se congela)
El ciclo muerde
Hasta que duela

Si vuelvo al inicio
Ya no soy yo
La ruta me llama
Pero nunca volvió
La espiral sigue viva
Aunque yo no esté
La realidad respira
Y yo dejé de hacer

Ya no queda un nombre que pueda reconocer
El ciclo continúa
Con o sin mi ser

Desassociação

Não reconheço minha voz
Se dissolve no barulho
O começo de novo
Mas eu
Não me encaixo

Me olho no vidro e nada se encaixa
Meu gesto treme, meu pulso emperra
Troco de pele, mas não me sinto nova
É só um remendo sobre a mesma fissura
Tem pedaços meus espalhados pelo chão
Sem coordenadas, sem um lugar certo
Sou uma tentativa com as linhas quebradas
Um nome escrito que ninguém anota
Volto ao ponto zero e já não é igual
O tempo se dobra como um metal
Repito meus passos, mas vão ao contrário
Meu caminho é círculos que queimam os pés
Minha história sem mim cavalga e em cada repetição
As bordas se fundem, perco definição
E cada volta me deixa mais vazio
Mais incompleto, mais longe do corpo

Quem sou eu?
(A sinalização corta)
Não estou!
(A memória falha)
Cai a pele!
(A forma se distorce)
Volta o loop!
(E a mente implosiona)

Tento me agarrar ao que era meu
Mas o toque falha, se sente vazio
Busco meu centro, mas já não soa
Como se o mundo apagasse suas veias
Sou uma borracha que alguém riscou
Uma história escrita que ninguém leu
E em cada volta que me exige nascer
Perco algo mais que não vai voltar

No eco
Tudo se repete mal
No eco
Já não há sinal
Se esse ciclo nunca vai quebrar
O que resta de mim
Quando parar de voltar?
Nada resta
(A forma se quebra)
Nada volta
(O tempo se nega)
Nada responde
(A voz se congela)
O ciclo morde
Até doer

Se eu voltar ao início
Já não sou eu
A rota me chama
Mas nunca voltou
A espiral continua viva
Embora eu não esteja
A realidade respira
E eu parei de fazer

Já não resta um nome que eu possa reconhecer
O ciclo continua
Com ou sem meu ser

Composição: Javier Andrés Cordero