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Frustração

Odontological Disaster

Frustración

Oh!

Cada día me levanto con el mismo peso
La nota no depende de mí, sino del menso
No es ciencia, es presión y decadencia
La ausencia del paciente es mi sentencia
Afilo mis manos tal bisturí
Pero es el sistema el que me corta a mí
Me exigen dar perfección sin darme control
Soy esclavo del puntaje, no del honor

Y mientras esperan sonrisas perfectas
Yo trago mi ira con pinzas y reglas
No hay gloria en curar cuando te sangra el alma
Ni mérito en seguir sin calma

¡Dependo de otros!
¡De otros!
¡Mi valor no se mide en puntos!
¡No hay puntos!
(Nunca es suficiente)

Estoy cansado de mendigar oportunidades
De fingir calma entre cavidades
La clínica me enseñó a tallar la perfección
Pero no como sobrevivir la decepción
Aprendí a medir, a limpiar, a restaurar
Pero nadie enseña a no colapsar
Mis manos curan, mi mente se rompe
¿Cuántas sonrisas más antes de que me toque?

Soy el que cura y se rompe a la vez
Mi carrera me devora otra vez
No busco ser héroe, solo entender
Por qué sanar me hace doler
Sonrío entre ruinas, fingiendo que aprendo
El fallo constante que sigue creyendo
Otro más y seguiré cayendo
Al abismo que yo mismo estoy construyendo

Frustração

Oh!

Todo dia eu acordo com o mesmo peso
A nota não depende de mim, mas do otário
Não é ciência, é pressão e decadência
A ausência do paciente é minha sentença
Afilo minhas mãos como um bisturi
Mas é o sistema que me corta aqui
Me exigem dar perfeição sem me dar controle
Sou escravo da nota, não da honra

E enquanto esperam sorrisos perfeitos
Eu engulo minha raiva com pinças e regras
Não há glória em curar quando a alma sangra
Nem mérito em seguir sem calma

¡Dependo de outros!
¡De outros!
¡Meu valor não se mede em pontos!
¡Não há pontos!
(Nunca é suficiente)

Estou cansado de mendigar oportunidades
De fingir calma entre as cavidades
A clínica me ensinou a esculpir a perfeição
Mas não como sobreviver à decepção
Aprendi a medir, a limpar, a restaurar
Mas ninguém ensina a não desabar
Minhas mãos curam, minha mente se quebra
Quantas sorrisos mais antes de ser a minha vez?

Sou quem cura e se quebra ao mesmo tempo
Minha carreira me devora de novo
Não busco ser herói, só entender
Por que curar me faz sofrer
Sorrio entre ruínas, fingindo que aprendo
O erro constante que continua acreditando
Mais um e eu vou continuar caindo
No abismo que eu mesmo estou construindo

Composição: Javier Andrés Cordero