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Internado Extramural

Odontological Disaster

Internado Extramural

Salgo al mundo en soledad
Pero sigo en mi recinto
Soy un paciente emocional
Con las sombras por instinto
La ciudad me ve pasar
Pero nunca me registra
Todo intento de escapar
Se disuelve en mi agonía
Cargo un número en la piel
Tu recuerdo es la condena
Quise huir de tu papel
Pero vuelvo a tu cadena
Dependencia en cada paso
Temor a lo que queda
No soporto mi fracaso
La mitad de mi alma en pena

¿Cómo corto este hilo si se aprieta cuando tiro?
Si el terror a estar sin ti
Me derrumba me destruyo

Interno en tu fantasma
Prisionero de tu voz cansada
Mi corazón es el cuarto derrumbado
Que aún espera tu entrada
Sé que me haces mal
Pero caigo si me llamas
Digo: Tengo que soltar
Pero nunca hago nada
Pero nunca hago nada

Dicen: Rompe la prisión
Pero tú eres mi contención
La dosis que calma el temblor
Y el veneno de mi adicción
Extraviado en tu verdad
Un reflejo en tu ansiedad
Ser contigo es naufragar
Pero sin ti no sé ni respirar
Tu presencia me sostiene
Aunque envenene si aparece
Cuando tu ausencia me hiere
Mi miedo aparece

Relación que me lastima
Pero vuelvo a tu deriva
Tu herida es la que domina
Mi refugio y mi caída

Interno en tu fantasma
Encerrado en mi nostalgia
Un cuerpo que tropieza
Cuando la esperanza falla
Y aunque intento caminar
Mi voluntad se desarma
Se acostumbra a tu calor
Aunque duela más el alma
Sé que me haces mal
Pero caigo si me llamas
Digo: Tengo que soltar
Pero nunca hago nada

Intenté cerrar tu puerta
Pero vuelve si respiro
Tu fantasma es la receta
Que me hunde cuando miro
Y aunque el mundo diga: Basta
No me alcanza la razón
Tengo el alma tan torcida
Que confunde amor con prisión

Me quedé con lo que duele
Y un silencio que no miente
Si algún día encuentro calma
Será lejos de tu alma
Lo mejor ya viene, gracias por lo que me enseñaste

Internado Extramural

Saio pro mundo na solidão
Mas sigo no meu canto
Sou um paciente emocional
Com as sombras por instinto
A cidade me vê passar
Mas nunca me registra
Todo esforço pra escapar
Se dissolve na minha agonia
Carrego um número na pele
Teu lembrete é a condenação
Quis fugir do teu papel
Mas volto pra tua prisão
Dependência em cada passo
Medo do que sobrou
Não suporto meu fracasso
A metade da minha alma em dor

Como corto esse fio se aperta quando puxo?
Se o terror de estar sem ti
Me derruba, me destrói

Interno no teu fantasma
Prisioneiro da tua voz cansada
Meu coração é o quarto em ruínas
Que ainda espera tua entrada
Sei que me faz mal
Mas caio se me chamas
Digo: Tenho que soltar
Mas nunca faço nada
Mas nunca faço nada

Dizem: Quebra a prisão
Mas você é minha contenção
A dose que acalma o tremor
E o veneno da minha adição
Extraviado na tua verdade
Um reflexo na tua ansiedade
Ser contigo é naufragar
Mas sem ti não sei nem respirar
Tua presença me sustenta
Embora envenene se aparece
Quando tua ausência me fere
Meu medo aparece

Relação que me machuca
Mas volto pra tua deriva
Teu ferimento é o que domina
Meu refúgio e minha queda

Interno no teu fantasma
Fechado na minha nostalgia
Um corpo que tropeça
Quando a esperança falha
E embora tente andar
Minha vontade se desarma
Se acostuma ao teu calor
Embora doa mais na alma
Sei que me faz mal
Mas caio se me chamas
Digo: Tenho que soltar
Mas nunca faço nada

Tentei fechar tua porta
Mas volta se respiro
Teu fantasma é a receita
Que me afunda quando olho
E embora o mundo diga: Basta
Não me alcança a razão
Tenho a alma tão torta
Que confunde amor com prisão

Fiquei com o que dói
E um silêncio que não mente
Se algum dia encontrar calma
Será longe da tua alma
O melhor já vem, obrigado pelo que me ensinou

Composição: Javier Andrés Cordero