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Patologia

Odontological Disaster

Patología

Te encontré entre las ruinas
De una vida hecha pedazos
Momento incorrecto, alma correcta
Fuimos esa coincidencia
Que acabó en falencia
Reconocí en tu mirada
Los signos de lo que anhelo
Pero yo venía herido
Descompuesto en camino al cielo
Caía cuando apareciste
Medio vivo, medio ausente
Mis síntomas de tristeza
No cabían en mi conciencia
Me escondí tras mis diagnósticos
Tras mi miedo intermitente
Temiendo que descubrieras
Que la tristeza consumía mi mente

Y aunque intenté recibirte
Mi alma nunca se alineó
Y cada noche veo el mundo
Que jamás logró nacer
Semiología de un pasado que no dejo de leer
Tu recuerdo es ese eco
Que se clava y que no olvido
Un "quizá" que me persigue por los pasillos del vacío

No estaba listo para tu luz
Cuando mi alma iba cayendo
Y ahora me ahogo en cada idea
De lo que pudo haber sido
Tú eras la calma que perdí
La que siempre soñé
Ahora el pasado es la patología
Que me deja sin salvación

Fuiste ese tipo de milagro
Que aparece solo una vez
Yo llegué tan roto
Hoy le ruego al universo
Un segundo intento que no tengo
Y aunque trato de no pensarte
Mi memoria no te suelta
Tu nombre es esa puerta
Que siempre quedará entreabierta
Deja hundirme en el silencio
Negociar con mi dolor
Yo cambiaría cada pulso
Por volver a tu calor
Los recuerdos son cuchillas
Cicatrizan y me hieren
Cada quizá es veneno
Que respiro para verte

No estaba listo para tu luz
Cuando mi alma iba cayendo
Y ahora me ahogo en cada idea
De lo que pudo haber sido
Y si el destino se abriera en dos
Volvería al primer encuentro
Y esta vez no soltaría
Lo que el dolor dejó incompleto
Corregiría aquel destino
Que falló en nuestro comienzo

Patologia

Te encontrei entre as ruínas
De uma vida despedaçada
Momento errado, alma certa
Fomos essa coincidência
Que acabou em falência
Reconheci no seu olhar
Os sinais do que anseio
Mas eu vinha ferido
Descomposto a caminho do céu
Caía quando você apareceu
Meio vivo, meio ausente
Meus sintomas de tristeza
Não cabiam na minha consciência
Me escondi atrás dos meus diagnósticos
Do meu medo intermitente
Temendo que você descobrisse
Que a tristeza consumia minha mente

E embora eu tenha tentado te receber
Minha alma nunca se alinhou
E cada noite vejo o mundo
Que nunca conseguiu nascer
Semiologia de um passado que não deixo de ler
Sua lembrança é esse eco
Que se crava e que não esqueço
Um "talvez" que me persegue pelos corredores do vazio

Não estava pronto para sua luz
Quando minha alma ia caindo
E agora me afogo em cada ideia
Do que poderia ter sido
Você era a calma que perdi
A que sempre sonhei
Agora o passado é a patologia
Que me deixa sem salvação

Você foi esse tipo de milagre
Que aparece só uma vez
Eu cheguei tão quebrado
Hoje imploro ao universo
Uma segunda chance que não tenho
E embora eu tente não pensar em você
Minha memória não te solta
Seu nome é essa porta
Que sempre ficará entreaberta
Deixa eu afundar no silêncio
Negociar com minha dor
Eu trocaria cada pulso
Para voltar ao seu calor
As lembranças são lâminas
Cicatrizam e me ferem
Cada talvez é veneno
Que respiro para te ver

Não estava pronto para sua luz
Quando minha alma ia caindo
E agora me afogo em cada ideia
Do que poderia ter sido
E se o destino se abrisse em dois
Voltaria ao primeiro encontro
E desta vez não soltaria
O que a dor deixou incompleto
Corrigiria aquele destino
Que falhou no nosso começo

Composição: Javier Andrés Cordero