Naita
La sangre se me revela
Cuando me pongo a pensar
Que aquí unos tienen de tó
Y otros no tienen de ná, ay lereleile!!
Cuando llama a la puerta
El revisor de la luz
Nos echamos bajo el colchón
Y le cantamos tururú
La sangre se me revela cuando me pongo a pensar
Que aquí unos tienen de tó
Y otros no tienen de ná..
Mi techo son las estrellas
Que están en el firmamento
Mi manta el agua del mar
Y mi respiración el viento
Naíta tengo que pagar
Mucho tengo que decir
Toíto me lo ha dao mi mare
Sólo con traerme aquí
Si te resignas consuelo de tontos
Si ellos estiran de la sábana
Sacude el colchón, sacúdelo!! Sacúdelo!!!
Vamos y dale caña a esa base
Que cualquier excusa es buena
Pa largar, pa sacar este puro movimiento
Sentimiento sino reviento
Ya sabes lo que te digo!!!
Tú sabes lo que te cuento!!!
No se trata de rimar
sino de hablarte como siento
aquí sincera, prepará pa lo que venga
subías, bajadas, alegrías y penas
rayos, truenos, tormentas y centellas
la sangre se me revela
cuando me pongo a pensar
que aquí unos tiene de tó
y otros no tienen de ná
porque tengo que pagar por algo que yo no he hecho
de hecho:derecho a techo por derecho
esa es la cuestión
no veo la solución
pues como yo no creo no recito ninguna oración
no espero ná de ná que me caiga del ciego
mis alas averiás
ya no puedo volar
yo me mantengo a ras del suelo
se que los peces son peces y que el pan es pan
no espero ningún milagro que me libre de este mal
por eso yo te digo!!!
Por eso yo te canto!!!
Chumbarelerelerelerele
Chunbalereleilaleila...
Sacude el colchón, sacúdelo, sacúdelo!!!!
Nada
A sangue se me revela
Quando começo a pensar
Que aqui uns têm de tudo
E outros não têm de nada, ai lereleile!!
Quando bate à porta
O fiscal da luz
A gente se esconde debaixo do colchão
E canta tururú
A sangue se me revela quando começo a pensar
Que aqui uns têm de tudo
E outros não têm de nada..
Meu teto são as estrelas
Que estão no firmamento
Meu cobertor é a água do mar
E minha respiração é o vento
Nada tenho que pagar
Muito tenho que dizer
Tudo me foi dado pela minha mãe
Só por me trazer aqui
Se você se resigna, consolo de tontos
Se eles puxam o lençol
Sacode o colchão, sacuda!! Sacuda!!!
Vamos, dá um gás nessa batida
Que qualquer desculpa é boa
Pra sair, pra soltar esse puro movimento
Sentimento, senão eu estouro
Já sabe o que te digo!!!
Você sabe o que te conto!!!
Não se trata de rimar
Mas de falar como sinto
Aqui sincera, preparada pro que vier
Subidas, descidas, alegrias e tristezas
Relâmpagos, trovões, tempestades e centelhas
A sangue se me revela
Quando começo a pensar
Que aqui uns têm de tudo
E outros não têm de nada
Por que tenho que pagar por algo que eu não fiz
De fato: direito a teto por direito
Essa é a questão
Não vejo a solução
Pois como eu não creio, não recito nenhuma oração
Não espero nada de nada que caia do cego
Minhas asas quebradas
Já não posso voar
Eu me mantenho rente ao chão
Sei que os peixes são peixes e que o pão é pão
Não espero nenhum milagre que me livre desse mal
Por isso eu te digo!!!
Por isso eu te canto!!!
Chumbarelerelerelerele
Chunbalereleilaleila...
Sacode o colchão, sacuda, sacuda!!!!