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Letra

    Ah, é preciso deixar a vazante do olhar
    Inundar, carregar
    Todo bem que se torturou,
    Mas é impossível esquecer
    Quando o quarto é prisão
    E concedem perdão,
    Sem nem ter o que perdoar
    Ah, era coisa de sufocar...

    Lar,
    Quantas fugas no lar
    Quanta gente no mar,
    Clandestina aportar,
    Tanta alma se desterrou,
    Mar era coisa de se afogar

    Réu,
    Nunca vi tanto réu proclamado infiel
    Pelo crime de alvorecer,
    Quando o imposto era anoitecer
    Nas manhãs do saber

    Bar,
    Quantos filhos no bar
    Quantas mães a chorar,
    Enterrar, suicidar
    Tanta gente não suportou
    Ah, era um eco geral no ar

    Paz não se faz fabricar do sabor do vingar,
    Nasce plena de amor na razão de quem liderar,
    Paz é uma coisa que a alma traz

    Deus, é preciso gritar,
    Redimir, alertar
    Cada ventre que conceber:
    Preferível saber morrer
    Quer viver, por viver.

    Ah, Pelo crime de alvorecer,
    Quando o imposto era anoitecer
    As manhãs do saber

    Ah, cada ventre que conceber:
    Preferível saber morrer
    Quer viver por viver.

    Composição: Claudio Cartier / Paulo César Feital. Essa informação está errada? Nos avise.

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