Tambores de Cores

Olodum


É quero ver quem vai
É quero ver quem vem,
É quero ver você, porque
É verde, vermelho, amarelo e preto
É um som que tem cheiro de mato
É guerreiro urucum
É verde, vermelho, amarelo e preto
Há um arco-íris no céu quando passa o Olodum

O Olodum quando sai
A Bahia parece que vai
Atrás da mãe preta de leite, cantando
Cantigas de sangue, de amor
Depois de um parto de cor
Carregando as pedras do império, cantando

É como um navio negreiro
Onde já não há mais cativeiro
Nos porões são tambores de cores rufando
Se a África chama de lá
O Olodum repinica de cá
A Bahia seguindo seu passo dançando

O Olodum quando sai
A Bahia parece que vai
Inventar de brincar com cabelos trançando
Cada trança caída do céu
Balançando lá no Maciel
Arrastando a casta que é rasta gingando

Atrás do cordão umbilical
Enterrado lá no Senegal
E em toda a África negra gritando
Ó Atlântico ouça um conselho
Que se abra como o mar vermelho
E a Bahia o Olodum mar adentro voltando

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