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Alienado

Oneyed Jack

Aliene

Mais la bombonne de gaz rase à la base
le cerveau aliéné
comme celui de tous tous ces nazes,
quel extase n'est-ce pas?
De s'être trompé de combat,
de ta haine est née une force, atroce,
la tête jusqu'à l'écorce,
l'affaire se corse vraiment cette fois.
Asocial deveint associable,
aigri toi aussi,
tu suis la loi et les tables,
l'esclavagisme de l'état est psychologique,
c'est logique,
la tune te donne tempo comme le fait ta trique,
si la liberté est un choix,
tu as perdu ce droit,
l'argent est toi,
si tu n'en a pas c'est que tu en dois,
dévin, dévine quoi,
y'a rien pour toi,
le RMI ici comme seule profession de foi,
ma face est blême,
l'interieur plein de probles,
blâme, je blâme personne
mais me blinde, la dinde de noël c'est pas moi,
je suis dans truc de dingues,
des tas de gens guindés courent après moi.
I've lost my memorism,
my memorism in hell!
Cette énergie pompe ta vie,
te vide,
la realité est avide de rides,
regarde ton visage comme il est aride,
le regard noir de l'homme cupide,
deja si deça à 25 ans,
que 10 de plus
dessinent les traits de ton visage
dorénavant,
rien ne changera plus maintenant,
l'avenir est noir,
tu vis comme un cafard,
éviter les cauchemars voilà ton seul espoir,
trop peur de l'avenir, éviter le pire,
trahi par tous et par que j'ai gagné,
voilà, mais quel bonheur de vivre en société,
communiquer avec les autres grâce à mon téléviseur,
réagir aux ordres du haut-parleur,
norme inconsciente dictée sans erreur,
l'âne court après leurre,
le trésor-Public contrôle l'heure
et rase à la base les parasites,
on les case,
casse en cages,
tes barreaux sont tes dettes,
ta prison c'est la marge,
je ne suis pas barge,
pas accro à l'outrage,
au carnage,
je vous l'ai deja dit,
je ne serais pas un otage,
aliéné, conditionné pour stresser et trimer,
depuis toujours mené par le nez,
esclave à l'anxiété

Alienado

Mais o botijão de gás raspa na base
o cérebro alienado
como o de todos esses idiotas,
que êxtase, não é?
De ter se enganado de luta,
da sua raiva nasceu uma força, atroz,
a cabeça até a casca,
a situação realmente se complica desta vez.
Asocial se torna associável,
azedo você também,
você segue a lei e as regras,
o escravismo do estado é psicológico,
é lógico,
a grana te dá ritmo como a sua pica,
se a liberdade é uma escolha,
você perdeu esse direito,
o dinheiro é você,
se você não tem, é porque deve,
divina, adivinha o quê,
não há nada pra você,
o RMI aqui como única profissão de fé,
minha cara está pálida,
o interior cheio de problemas,
culpa, eu não culpo ninguém
mas me blinda, a peru de natal não sou eu,
eu estou em um negócio de doidos,
uma porção de gente engravatada corre atrás de mim.
Eu perdi meu memorismo,
meu memorismo no inferno!
Essa energia suga sua vida,
te esvazia,
a realidade é ávida por rugas,
veja seu rosto como ele está árido,
o olhar sombrio do homem ganancioso,
já tão cedo aos 25 anos,
que 10 a mais
desenham os traços do seu rosto
daqui pra frente,
nada mais vai mudar agora,
o futuro é negro,
você vive como um barata,
evitar os pesadelos é sua única esperança,
tem muito medo do futuro, evitar o pior,
traído por todos e pelo que eu ganhei,
aí está, mas que felicidade viver em sociedade,
comunicar com os outros graças à minha televisão,
reagir às ordens do alto-falante,
norma inconsciente ditada sem erro,
o burro corre atrás de ilusão,
o tesouro público controla a hora
e raspa na base os parasitas,
eles são colocados,
quebrados em jaulas,
seus barrotes são suas dívidas,
sua prisão é a margem,
eu não sou maluco,
não sou viciado em ofensa,
em carnificina,
eu já disse,
eu não serei um refém,
alienado, condicionado para estressar e ralar,
depois de sempre levado pelo nariz,
escravo da ansiedade.

Composição: