Real
Perdu dans la nuit, perdu le soir tard,
les démons de Paris remontent la nuit quand la lumière se fait noire,
comme des bruits de chaînes, mes pas retracent mon histoire,
j'ai pas la peine, mais j'ai la haine du désespoir,
fatigué de penser, marcher au pas cadencé,
chaque jour de ma vie passé à payer pour l'égalité,
la fraternité, ta liberté tu dois l'acheter,
car l'homme dévore l'homme, ainsi faite est la vie dans Babylone,
les balles des keufs pour celui qui d'un coup déconne,
déconnecter de la réalité, fatigué de supporter la fatalité
et celle d'un destin de raté, j'enchaîne,
reprends les paroles de Kool Shen,
une balle dans la tête pour te libérer de tes propres chaînes,
non, je sens remonter cette sensation;
insanité suprême, baisse la tête, ravaler cette haine,
scène banale, les images dans ma tête comme des balles /
But it's not harder than my bones,
it's not so hard!...Real...
Reste dans la norme, reste dans la norme, englober la banalité,
obliger à gober la normes, par la culpabilité et l'argent,
les tentacules de Babylone sont si puissantes
qu'elles n'épargnent personnes, qui sont les victimes?
Si je me plains on m'incrimine,
je ne suis pas un martyr
et j'en ai rien a foutre de voir ma gueule dans les magazines,
écoute mes rimes, je ne suis pas un poète maudit par l'ennui,
la folie n'est pas ma philosophie. Seulement évacuer de ma vie
cette sensation d'apathie et passer mon temps à attendre,
que la réalité devienne pour moi plus tendre,
pour le futur je n'attend rien de toi,
pas de pessimisme mais je suivrai plus la loi,
vivre pour remplir les caisses de l'état,
mon destin je le trace pas à pas, peur de l'avenir,
j'attend le pire!
Déjà dans la ligne de mire
mais l'angoisse du futur n'est plus qu'un souvenir.
Les tentacules arrachent de mon cerveau les tâches,
vous me rattraperez plus si jamais je me détache...
Scène banale, les images dans ma tête comme des balles... Real...
And it's real, so real. Oh yes, you know me so real /
Shit just generates shit /
Pray him, your order's depressive
Real
Perdido na noite, perdido tarde da noite,
os demônios de Paris sobem à noite quando a luz se apaga,
como barulhos de correntes, meus passos recontam minha história,
eu não sinto a dor, mas tenho a raiva do desespero,
cansado de pensar, andar no compasso,
cada dia da minha vida gasto pra pagar pela igualdade,
a fraternidade, sua liberdade você tem que comprar,
pois o homem devora o homem, assim é a vida em Babilônia,
as balas dos policiais para quem dá uma vacilada,
desconectado da realidade, cansado de suportar a fatalidade
e o destino de um fracassado, eu sigo,
pego as palavras de Kool Shen,
um tiro na cabeça pra te libertar das suas próprias correntes,
não, eu sinto essa sensação voltando;
suprema insanidade, abaixe a cabeça, engula essa raiva,
situação banal, as imagens na minha cabeça como balas /
Mas não é mais difícil que meus ossos,
não é tão difícil!...Real...
Fique na norma, fique na norma, abrace a banalidade,
obrigado a engolir as normas, pela culpa e pelo dinheiro,
as tentáculos de Babilônia são tão poderosos
que não poupam ninguém, quem são as vítimas?
Se eu reclamar, sou incriminado,
eu não sou um mártir
e não tô nem aí pra ver minha cara nas revistas,
ouve minhas rimas, eu não sou um poeta amaldiçoado pelo tédio,
a loucura não é minha filosofia. Apenas quero expulsar da minha vida
essa sensação de apatia e passar meu tempo esperando,
que a realidade se torne mais suave pra mim,
pro futuro eu não espero nada de você,
sem pessimismo, mas não seguirei mais a lei,
viver pra encher os cofres do estado,
meu destino eu traço passo a passo, medo do futuro,
eu espero o pior!
Já na linha de tiro
mas a angústia do futuro não é mais que uma lembrança.
Os tentáculos arrancam do meu cérebro as marcas,
vocês não me pegarão mais se eu me soltar...
Situação banal, as imagens na minha cabeça como balas... Real...
E é real, tão real. Oh sim, você me conhece tão real /
Merda só gera merda /
Reze pra ele, sua ordem é depressiva.