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Sociedade Dos Poetas Loucos

Ordem MeiaUm

Letra

    Cigarro, fumaça e mulheres
    Homens de pedra vestindo ouro e prata
    Visionários de terno e gravata
    Carros, trapaça, dinheiro
    E roupas caras em peles baratas
    O lixo e o luxo, fortuna, tortura

    Amor, veneno ou cura?
    O limpo e o sujo no mundo de leigos
    O castelo de pedra no mundo de lego
    O belo e o feio
    No mundos de cegos
    O certo e o errado num mundo de egos

    Ilusões são provas
    Corações são obras eternas
    Feitas em pedra
    Traições são cobras na terra
    Paixões, sobras de merda
    Juízes no banco do réu
    Enquanto poeta sangra o papel
    Portanto, quantos morreram no certo
    Santos no inferno ou demônios no céu?

    O mal do século é a solidão
    Não sozinho, mas em união
    O mal do orgulho é nunca sabermos
    Se ele nos salva
    Ou nos priva da libertação
    O mal do século é a solidão
    Não sozinho mas em união
    O mal do orgulho é nunca sabermos
    Se ele nos salva
    Ou nos priva da libertação
    Enquanto poeta sangra o papel
    Portanto, quantos morreram no certo
    Santos no inferno ou demônios no céu?

    Enquanto a neve embaça
    Sociedade dos poetas loucos
    Babilônia em meio a fumaça
    A morte passa, desgraça por aqui é lei
    Quem mais trapaça se torna rei
    Me diga, o que temos por dentro?
    Carne, sangue, algum sentimento
    Me abraça, se aquece
    Relaxa o estresse
    Se hoje o inferno sobe
    Eu prometo que o céu também desce
    Que o seu braço
    Tece suporte
    Que o sul faça sol forte
    E sua prece me passa
    Sorte
    Sem febre, sem fome
    Sem pressa o amor te consome
    Sem história, sem nome
    Sou mais uma alma no microfone

    Visando futuros incertos
    Fantasmas de vidas passadas
    É isso que somos, mordonos
    É isso que somos, mais nada
    Vivendo do que nunca seremos
    Pensando no que já fomos
    Escravos dos próprios sonhos

    Enquanto poeta sangra o papel
    Por tanto, quantos morreram no certo
    Santos no inferno ou demônios no céu?
    O mal do século é a solidão
    Não sozinho, mas em união
    O mal do orgulho é nunca sabermos
    Se ele nos salva
    Ou nos priva da libertação

    Já vi uma casa de duzentos anos
    Tremer com a força do mar
    Já vi um homem que venceu dez guerras
    Se perder em um único olhar
    Aquele tempo que já passou
    O mesmo que nos uniu
    É o que hoje nos separou
    Enquanto eu me mato
    No que me deu vida
    E vivo do que já passou
    Cada dia, uma semana
    E cada semana já se foi um mês
    Alguns envelhecem um ano por vez
    Eu morro de três em três
    O amor é como a guerra
    Ou vivemos do que ele nos deu
    Ou morremos pelo que nos fez


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