
Súplica
Orlando Silva
Aço frio de um punhal
Foi seu adeus para mim
Não crendo na verdade, implorei, pedi
As súplicas morreram sem eco, em vão
Batendo nas paredes frias do apartamento
Torpor tomou-me todo
E eu fiquei sem ser mais nada
Adormecido tenha, talvez, quem sabe
Pela janela aberta a fria madrugada
Amortalhou-me a dor com o manto da garoa
Esperança, morreste muito cedo
Saudade, cedo demais chegaste
Uma quando parte a outra sempre chega
Chorar, já lágrimas não tenho
Coração, por que é que tu não paras?
A taça do meu sofrer findaste
É inútil prosseguir se forças já não tenho
Tu sabes bem que ela era a minha vida
Meu doce e grande amor




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