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La Bohéme

Orlando Silva

Letra

    O que vou recordar é do tempo que os moços hoje desconhecem
    Montmartre de outrora, das salinhas de frente, era bem diferente
    Invadiam janelas, as flores singelas dos ramos da rua
    Para mim que pintava, quando eu te pedia tu posavas nua

    La Bohême, La bohême
    Tempo a passar, tempo a correr
    La Bohême, La bohême
    Vida feliz, feliz viver

    Sem dinheiro, sem nada, sonhávamos todos com dias de glória
    Recordo o teu corpo que me fez um pintor, ciumento de amor
    E é como se vejo nós dois a trocar pelo pão numa tela
    No inverno sombrio, quê importava o frio se a vida era bela?

    La Bohême, La bohême
    É ramos loucos, jovens demais
    La Bohême, La bohême
    Tudo é saudade, nada mais

    Quando o acaso me leva de volta a rever meu antigo endereço
    As paredes e ruas da minha mocidade, eu não mais reconheço
    Hoje nada mais resta: Nem flores nem festa da nossa alegria
    E Montmartre parece, quando a noite desce, tão triste e vazia

    La Bohême, La bohême
    Pintando a vida, o amor chegou
    La Bohême, La bohême
    Vida boêmia que acabou

    Composição: Charles Aznavour / Muriel Robin. Essa informação está errada? Nos avise.

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