Rotina
Os Colombinos
Observando a vida dentro do vagão
Cansaço, medo, força e superação
O olhar perdido de quem não dormiu direito
Revela o peso que carrega no seu peito
Eu vejo uma galera tentando se equilibrar
Na corda bamba da velha rotina
No ombro carrega o fardo
Na boca o gosto amargo
E a tristeza presa na retina
A vida passa em silêncio
Cê não tem noção do preço que se paga pra poder respirar
O dia-dia consome bem forte
A ideia do homem que conta com a sorte
Pra não desanimar
Pra não desanimar
É foda
Muita conta pra pagar
E sobra pouco tempo pra pensar
Que a vida é um trem que vai passar
E a gente não sabe onde vai chegar
E agora?
É fazer valer minha história
Encontrar o meu lugar lá fora
Não vou ficar parado aqui não!
Vou voar!
Mais alto que o Everest
Até que só reste Amor
Voar!
Pra longe desperto
De perto enxergo o que sou
É mano
Hoje cedo eu te vi correndo atrás do busão
Do outro lado a mãe com a criança na estação
Na madrugada o artista que batalha
O motoca no corre não para
Um sonho, uma missão
Meu parceiro de tempo é o cinzeiro
Nunca seremos metade quando Deus nos fez inteiro
O silêncio se torna o mais alto da maturidade
E eu já perdi as contas de ponta a ponta o quanto eu já andei nessa cidade
Mas o mundo não tá preparado pras pessoas que levam amor pra todo lado
O amor é cura, mas mundo tá doente demais pra ser curado
Minha rotina
Sonho, vida, verso, poesia, e amor
Minha rotina
Sonhar, sonhar, sonhar, sonhar
Vou voar!
Mais alto que o Everest
Até que só reste Amor
Voar!
Pra longe desperto
De perto enxergo o que sou



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