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Repontando a Tradição

Os Peixotos

Letra

    Sou desses tauras que madrugam no serviço
    Neste oficio de tropear sempre disposto
    E quando a aurora vai bordando seu início
    Antes do vício passo a água no meu rosto.

    Angico bueno num foguito se extravasa
    Pra um topetudo com sabor de liberdade
    E a carne gorda eu vai pingando na brasa
    Vai me dar vasa e um sustento de verdade.

    Enquanto os bichos anunciam a alvorada
    E a madrugada traz aromas pro sereno
    Assoviando uma coplita bem largada
    Pego a estrada ao tranco do pingo bueno.

    Eu sou gaúcho ta na estampa e no meu jeito
    Sou missioneiro, pêlo-duro, do interior
    E repontando a tradição vou satisfeito
    Pois meu preceito anseia a paz e o amor.

    Pouco me importa o minuano e o mormaço
    Pois no que faço tenho gosto e vocação
    Chapéu tapeado e na força do meu braço
    Estiro o laço e pialo até assombração

    Sou peão de estância apegado nos arreios
    Nas campereadas que pra mim são um regalo
    Tiro de laço, marcação, doma ou rodeio
    Eu tô no meio pregado no meu cavalo.

    Que coisa linda este oficio tosco e puro
    No qual me amparo no compasso das chilenas
    E honrando pago, meu rio grande pêlo-duro
    Eu vou seguro enfrentando esses torenas.

    Composição: João Antunes / João Ribeiro. Essa informação está errada? Nos avise.

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