Animale Senza Respiro'
Da un Olimpo innalzerai
sacri altari per gli dei.
Giacerà nei tuoi templi,
muta, l'immortalità.
Brucerai aspri incensi
e in quel fumo annegherai.
Falsi miti invocherai.
Animale! Animale! Crollerai! Crollerai!
Animale senza più respiro,
massa informe di materia umana,
vaghi con la mente in un delirio che non ha più fine dentro te.
Paghi con la vita le rovine che segnato sull'umanità.
Non ha più tempo,
non hai più ore,
non hai più forza di credere in te.
In questo metro di vita che hai.
Cerchi l'aria di un respiro.
Non hai più tempo,
non hai più ore,
non sei più niente.
Nuvole di lana fredda coprono la tua agonia.
Un lamento al cielo involerai verso gli dei.
Nessun senso ha quel Dio che dice: sono Io! Sono Io!
Sentilo in quel soffio che respiri e non sai che è lui.
La purezza di una infanzia
violentata in noi
che tu pagherai…
Utopia di civiltà,
dal fango dietro te
Maschere di noi,
falsa verità,
volti nuovi e poi…la libertà.
Hai distrutto la mia età,
la mia forza è vuota. Animale!
Utopia di civiltà, pioggia di viltà, hai creato.
No! Non rivivranno mai maschere di noi, false verità.
Voglio ancora sogni di campane che suonano.
Poche ore di viltà
vivranno ancora in te.
Poche ore di viltà
vivranno ancora in te.
Brucerai.
Animale brucerai.
Le mani tenderai ma,
l'odio che tu hai,
non morirà, non morirà.
Brucia fiamma terrena,
brucia il suo corpo,
perché la sua morte,
dalla furia del vento,
viene travolta con sé.
Brucia fiamma terrena,
brucia il suo corpo,
perché la sua morte,
dalla furia del vento,
viene travolta con sé.
Animale senza più respiro,
con la morte già sul volto tuo.
Prega la tua ora nel silenzio per l'inferno che hai creato.
Il tuo dio non odia il tuo respiro.
Sguardi nel cielo: la follia divina,
che vola, che ride, che danza.
Qui sulla terra la gente meschina per fare lo stesso s'ammazza.
Quante speranze di cuori dorati,
lambiscono un canto che s'alza.
Ma nello spazio di un'alba vicina,
quel canto è una festa di guerra.
Visi di roccia tra fiumi di pianto
dipingono gli occhi degli astri
e sulle bocche uno sputo d'amore
s'informa di un riso di mort
Animal Sem Respiração
De um Olimpo você levantará
altares sagrados para os deuses.
Nos teus templos, ela repousará,
muda, a imortalidade.
Queimará incensos fortes
e nesse fumo você se afogará.
Mitos falsos você invocará.
Animal! Animal! Você vai desmoronar! Você vai desmoronar!
Animal sem mais respiração,
massa informe de matéria humana,
vague com a mente em um delírio que não tem mais fim dentro de você.
Paga com a vida as ruínas que deixou na humanidade.
Não há mais tempo,
você não tem mais horas,
você não tem mais força para acreditar em si mesmo.
Neste metro de vida que você tem.
Você busca o ar de uma respiração.
Não há mais tempo,
você não tem mais horas,
você não é mais nada.
Nuvens de lã fria cobrem sua agonia.
Um lamento ao céu você enviará aos deuses.
Nenhum sentido tem aquele Deus que diz: sou eu! Sou eu!
Sinta isso naquele sopro que você respira e não sabe que é ele.
A pureza de uma infância
violentada em nós
que você pagará…
Utopia de civilização,
do lodo atrás de você
Máscaras de nós,
falsa verdade,
faces novas e então… a liberdade.
Você destruiu a minha idade,
minha força está vazia. Animal!
Utopia de civilização, chuva de covardia, você criou.
Não! Máscaras de nós nunca reviverão, falsas verdades.
Eu ainda quero sonhos de sinos que tocam.
Poucas horas de covardia
ainda viverão em você.
Poucas horas de covardia
ainda viverão em você.
Você vai queimar.
Animal, você vai queimar.
As mãos você estenderá, mas,
o ódio que você tem,
não morrerá, não morrerá.
Queime chama terrena,
queime seu corpo,
porque sua morte,
da fúria do vento,
vem arrastada com ela.
Queime chama terrena,
queime seu corpo,
porque sua morte,
da fúria do vento,
vem arrastada com ela.
Animal sem mais respiração,
com a morte já no seu rosto.
Reze pela sua hora em silêncio pelo inferno que você criou.
Seu deus não odeia sua respiração.
Olhares no céu: a loucura divina,
que voa, que ri, que dança.
Aqui na terra a gente mesquinha se mata para fazer o mesmo.
Quantas esperanças de corações dourados,
lampejam um canto que se eleva.
Mas no espaço de uma aurora próxima,
esse canto é uma festa de guerra.
Faces de pedra entre rios de pranto
desenham os olhos das estrelas
e sobre as bocas um cuspe de amor
se transforma em um riso de morte.