Oro Caldo
Gioia di vivere in un mondo vero,
dove c'è l'amore nelle case.
La realtà di un attimo vissuto:
c'è una folla che mi grida:
Fuje 'a chistu paese,
fuje 'a chistu paese.
Parole, penziere, perzone,
nun vanno ddaccordo nemmanco nu mese.
Fuje 'a chistu paese,
fuje 'a chistu paese.
L'ammore, 'na casa, nu munno,
so 'ccose luntane a 'sta gente ddjuna.
E' una folla che mi grida: fame!
La sua giostra è chiusa in una farsa.
Gente piena di segreti umani,
vecchie menti stanche di sperare.
Profondi solchi di trincee,
come le rughe di chi ha pianto mai.
Il mondo è polvere di noi.
C'è nebbia nella mente mia.
"Organizziamoci fra noi,
casa, lavoro avremo e poi..."
Falso, giusto, falso, giusto...
Oro caldo cola da una tromba ormai;
l'ombra di una nota fredda, muta esce da lei.
Fogli di un giornale, che non vive più.
Una cicca consumata come il tempo va.
Ghiacci volti stanchi vanno senza età;
come viole che nessuno suonerà;
e una mano graffia il viso tuo!
E' un mercato umano di pietà! Oh, no!
L'esile figura, espressione pia,
è bagnata da una pioggia di fragilità,
apre le sue mani, la sua fede dà.
Una luce come argento vecchio brillerà...
Una scia di vento corre verso me,
nei suoi vortici trascina la realtà.
Sento freddo nei pensieri miei,
mille voci mi calpestano! Oh, no!
Oro caldo vola, è una bomba ormai.
L'ombra di una vita nuda fredda, esce da lei.
Sfoglio il mio giornale ma non vivo più.
La mia vita consumate mentre il tempo va...
Falso, giusto, falso, giusto...
Gente distrutta e una città di più.
Cerca se puoi, cerca Palepoli,
la realtà di una età senza noi.
Folle di bimbi avidi,
case con donne gravide,
giochi e mestieri d'uomini,
l'ilarità di un Pulcinella.
Cerca se puoi, dentro Palepoli,
la realtà di una età senza noi, senza poi...
"Storia di una città che non ha senso,
ma siamo avanti ormai con il progresso.
Il Progresso siamo noi e il benessere è tra voi.
Chi produce siamo noi, ma il lavoro avete voi.
Stanza città intorno
E in mente che: c'è un'altra vita.
Stasi di corpi in bianche trinità:
la mia follia?
Voglio vivere in un mondo vero,
dove c'è l'amore nelle case.
La realtà di un attimo vissuto,
dove c'è una follia che grida.
Ouro Quente
Alegria de viver em um mundo verdadeiro,
donde há amor nas casas.
A realidade de um instante vivido:
há uma multidão que me grita:
Fuja desse lugar,
fujam desse lugar.
Palavras, pensamentos, pessoas,
não se entendem nem por um mês.
Fuja desse lugar,
fujam desse lugar.
O amor, uma casa, um mundo,
parecem coisas distantes pra essa gente estranha.
É uma multidão que me grita: fome!
Seu carrossel está preso em uma farsa.
Gente cheia de segredos humanos,
vagas mentes cansadas de esperar.
Profundos sulcos de trincheiras,
como as rugas de quem nunca chorou.
O mundo é poeira de nós.
Há neblina na minha mente.
"Vamos nos organizar,
teremos casa, trabalho e depois..."
Falso, certo, falso, certo...
Ouro quente escorre de uma trombeta agora;
a sombra de uma nota fria, muda, sai dela.
Folhas de um jornal, que não vive mais.
Uma bituca consumida como o tempo passa.
Rostos cansados e frios vão sem idade;
como violetas que ninguém tocará;
e uma mão arranha seu rosto!
É um mercado humano de piedade! Oh, não!
A figura esquelética, expressão piedosa,
é molhada por uma chuva de fragilidade,
abre suas mãos, entrega sua fé.
Uma luz como prata velha brilhará...
Uma corrente de vento corre em minha direção,
em seus redemoinhos arrasta a realidade.
Sinto frio nos meus pensamentos,
mil vozes me pisoteiam! Oh, não!
Ouro quente voa, é uma bomba agora.
A sombra de uma vida nua e fria, sai dela.
Folheio meu jornal, mas não vivo mais.
Minha vida consumida enquanto o tempo passa...
Falso, certo, falso, certo...
Gente destruída e uma cidade a mais.
Procure se puder, procure Palepoli,
a realidade de uma era sem nós.
Multidões de crianças ávidas,
casas com mulheres grávidas,
jogos e ofícios de homens,
a alegria de um Pulcinella.
Procure se puder, dentro de Palepoli,
a realidade de uma era sem nós, sem depois...
"História de uma cidade que não faz sentido,
mas já estamos avançando com o progresso.
O Progresso somos nós e o bem-estar está entre vocês.
Quem produz somos nós, mas o trabalho é de vocês.
Quarto, cidade ao redor
E na mente que: há outra vida.
Estagnação de corpos em brancas trindades:
a minha loucura?
Quero viver em um mundo verdadeiro,
donde há amor nas casas.
A realidade de um instante vivido,
donde há uma loucura que grita.