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Último Ataque

Osirion

Ultime Assaut

Les mains moites la fièvre gagne
Les tempes bourdonnent le cœur cogne
Sous la pluie les chairs transies
Les os trempés les pieds gercés
des vapeurs délétères
nous donnent la nausée
Des odeurs de charogne
Nous prennent à la gorge

" Baïonnette au canon "
Gloire à la Nation !
" Baïonnette au canon "
Sans relâche, combattons
Mort d'une génération…

Un cri rauque, sifflet strident
L'ordre est lancé :" En avant !"
Franchissons le parapet
et courons droit devant
Comme des rats apeurés
Entre les salves et les cratères dispersés
il faut survivre et tuer le premier!

Une gerbe de feu
pluie d'éclats mortels
une explosion sourde
fumée épaisse et acre
Des débris jonchent
le sol stérile
des lambeaux de chair
rougissent la terre
Mon élan brisé
Ma volonté chavire
Tout espoir est détruit
Ma vie se consume
Le souffle haletant
l'horizon ravagé
mon esprit s'éteint
dans un dernier râle

Des carcasses humaines
pourrissant au soleil
Accrochées dans les barbelés
et dévorées par des rats affamés
un cauchemar éveillé
pas de tombe pour reposer
ma mémoire, souillée
longtemps viendra vous hanter…

" Baîonnette au canon "
Gloire à la Nation !
Sans relâche, combattions
Fin d'une génération…

Último Ataque

As mãos suadas, a febre aumenta
As têmporas zumbem, o coração bate forte
Sob a chuva, as carnes arrepiadas
Os ossos encharcados, os pés rachados
das vapores deletérios
nos dão náusea
Cheiros de carniça
Nos apertam a garganta

"Baioneta no cano"
Glória à Nação!
"Baioneta no cano"
Sem parar, lutemos
Morte de uma geração...

Um grito rouco, apito estridente
A ordem é dada: "Avante!"
Vamos além do parapeto
e corremos em frente
Como ratos apavorados
Entre os tiros e as crateras espalhadas
é preciso sobreviver e matar primeiro!

Uma explosão de fogo
chuva de estilhaços mortais
uma explosão surda
fumaça densa e acre
Destroços cobrem
o solo estéril
retalhos de carne
tingem a terra de vermelho
Meu ímpeto quebrado
Minha vontade naufraga
Toda esperança é destruída
Minha vida se consome
O fôlego ofegante
o horizonte devastado
minha mente se apaga
em um último suspiro

Carcaças humanas
podres ao sol
Pendendo nas cercas de arame
e devoradas por ratos famintos
um pesadelo acordado
sem tumba para descansar
minha memória, manchada
por muito tempo virá te assombrar...

"Baioneta no cano"
Glória à Nação!
Sem parar, lutemos
Fim de uma geração...

Composição: