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Os versos da garota

Oskorri

Ostatuko neskatxaren koplak

Isildu zaigu eguna
larre ondoan asuna
zure gomuta saminagoa
bihotz nereko kutuna.

Eperra garitzan kanta
ehizeko zakurra zaunka
teilatu gorriari dario
nigar eta odol tanta.

Belar gainean bildotsa
haizeak leun du hotsa
etsai-urratsen zarata hitsa
gorrotoaren ostotsa.

Oilarrak harro kalparra
zezena ez da koldarra
Espaina aldean preso daukate
nire senargai zangarra.

Eder basoan haritza
pagoa lerden bortitza
bazter hauetan zenbait jaunskilok
errez jan ohi du bere hitza.

Ibaia dator uholde
haizea uraren golde
euskal andra gizonen odola
ez da ixuriko debalde.

Sagarrak daude ustelak
mikaztu dira upelak
lehengo aldean orain gara gu
abertzale txit epelak.

Udako sasoiak uzta
larrean eder irusta
nire bularra zik laztan ezik
ximelduriko masusta.

Artoa zaigu zoritu
sagarrondoak gorritu
zu noiz itzuli itxaropena
ez zait gogotik akitu.

Euriak mardul dario
elurrak dirudi liho
nire bihotzak ez dezaizuke
sekula esan adio.

Usoak dira igaro
basoak dirau oparo
nire magal gozoa dukezu
zatozkenean abaro.

Zelaiak badu hesia
ereina dugu hazia
nire erraietan ernatuko da
askazi ezin-hezia.

Os versos da garota

O dia se apagou
junto ao campo, a brisa
sua lembrança dolorida
é o coração que me abriga.

Na primavera, a canção
o cachorro da caça a ladrar
o telhado vermelho se aproxima
com lágrimas e gotas de sangue.

Sobre a grama, o cordeiro
o vento suave faz eco
os passos do inimigo são ruídos
é o cheiro do ódio que vem.

O galo se exibe orgulhoso
o porco não é covarde
na Espanha, estão presos
meu noivo, o desgraçado.

Linda a árvore no bosque
o faia é esbelto e forte
neste canto, alguns nobres
costumam comer suas palavras.

O rio vem com a enchente
o vento é a onda da água
as mulheres bascas, o sangue dos homens
não será derramado em vão.

As maçãs estão podres
as barricas estão azedas
antes éramos, agora somos
nacionalistas bem quentes.

A colheita do verão
no campo, linda a colheita
meu peito, a não ser por um toque
é um monte de espinhos.

O milho nos deixou tonto
as macieiras estão vermelhas
quando você vai voltar, esperança
não me deixe na mão, não.

A chuva vem forte
a neve parece um lençol
meu coração nunca
te dirá adeus.

As pombas já passaram
as florestas estão ricas
você tem meu doce colo
quando você voltar, meu amor.

Os campos têm cercas
temos a semente
nas minhas entranhas vai brotar
um desejo que não se pode calar.

Composição: