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Colibriyo (part. Roberto Ray)

Osvaldo Fresedo

Colibriyo (part. Roberto Ray)

Por pelandra y feo
Te piantaron del correo, reo
Y hoy sos un secante
Aunque nunca laburaste
¡Rante!

Me han contao
Que la otra tarde
Dejaste el conventillo
Pa' hacerte el colibriyo
Y al prójimo mangar

Estás hecho un gato
Roto el jetra y sin zapatos
¡Pato!
Te asusto el trabajo
Y hoy tu salvación
Está en el bajo

Pues allí sos supermucho
Con otros colibriyos
Con latas de membrillo
Plantaste tu chalet

Colibriyo Colibriyo
Cambiaste el conventillo
Por la fábrica de sebo
De Palermo y Puerto Nuevo

Colibriyo Colibriyo
Sin medio en el bolsillo
Morfando y sin cuchillo
Sos más camba
Que los Unzué

Colibriyo (part. Roberto Ray)

Por pelandra e feio
Te mandaram embora do correio, bandido
E hoje você é um secante
Embora nunca tenha trabalhado
¡Rante!

Me contaram
Que na outra tarde
Você saiu do cortiço
Pra se fazer de colibriyo
E pra pegar o que não é seu

Você tá parecendo um gato
Com a cara quebrada e sem sapato
¡Pato!
Te assustou o trabalho
E hoje sua salvação
Tá no submundo

Pois lá você é super muito
Com outros colibriyos
Com latas de goiabada
Você plantou seu chalé

Colibriyo Colibriyo
Trocou o cortiço
Pela fábrica de sebo
De Palermo e Porto Novo

Colibriyo Colibriyo
Sem grana no bolso
Comendo e sem faca
Você é mais camba
Que os Unzué

Composição: Alberto Pidemunt, Eduardo Salvador Tronge