La Lluvia Y Yo (part. Oscar Serpa)
La lluvia fina de agosto
Golpea sobre el cristal
Alucinado sin querer
Contemplo nuestro ayer
Desde mi ventana
También llovizna en mis ojos
Mis ojos ciegos para el mundo
Y en mi profundo meditar
Es un canto febril
Tu canto de cristal
Repiqueteo sutil
Que no me quiere dejar
Para que rememorar
Lo que el tiempo se llevó
Era una tarde muy gris
Y oscureció tu balcón
Y se abrieron desgarrados
Los caminos del silencio
Solo con la lluvia a nuestro lado
Muertos tu presente y tu pasado
Junto a mí
La lluvia me habla de ti
Y yo que estoy muriendo
Sin morir
A Chuva e Eu (parte. Oscar Serpa)
A chuva fina de agosto
Bate no vidro
Alucinado sem querer
Contemplo nosso ontem
Da minha janela
Também chove nos meus olhos
Meus olhos cegos pro mundo
E na minha profunda reflexão
É um canto febril
Teu canto de cristal
Repique sutil
Que não quer me deixar
Pra que relembrar
O que o tempo levou
Era uma tarde bem cinza
E escureceu tua sacada
E se abriram rasgados
Os caminhos do silêncio
Só com a chuva ao nosso lado
Mortos teu presente e teu passado
Junto a mim
A chuva fala de você
E eu que estou morrendo
Sem morrer
Composição: José María Contursí