395px

Noites Longas (part. Oscar Serpa)

Osvaldo Fresedo

Noches Largas (part. Oscar Serpa)

El cigarrillo me quemó los dedos
El ruego inútil se quebró en mi voz
Y en esa esquina
De los viejos sueños
Quedamos solos
Tu recuerdo y yo

Dolor de noches
Que se hicieron largas
Rigor de encono
Que dejó el perdón
Después la fiebre
De apurar sin pausa
La copa amarga
Que sirvió, tu adiós

Noches largas
Amansando está nostalgia
Que me acosa y que me niega
La esperanza de olvidar

Cruz pesada
De esta espera larga y vana
Con recuerdos y fantasmas
Que te nombran al pasar

Y esta pena
Y este afán que te reclama
Ni tu nombre que en mis labios
Es consuelo y es rigor

Noches largas
Zarandeado en la borrasca
De dolor y de abandono
Que tu olvido desató

Noites Longas (part. Oscar Serpa)

O cigarro queimou meus dedos
O pedido em vão se quebrou na minha voz
E naquela esquina
Dos velhos sonhos
Ficamos sozinhos
Sua lembrança e eu

Dor de noites
Que se tornaram longas
Rigidez do rancor
Que deixou o perdão
Depois a febre
De apressar sem pausa
A taça amarga
Que serviu, seu adeus

Noites longas
Amansando essa nostalgia
Que me persegue e que me nega
A esperança de esquecer

Cruz pesada
Dessa espera longa e vã
Com lembranças e fantasmas
Que te nomeiam ao passar

E essa dor
E esse desejo que te clama
Nem seu nome que em meus lábios
É consolo e é rigor

Noites longas
Sacudido na tempestade
De dor e de abandono
Que seu esquecimento desatou

Composição: Carlos Bahr