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Conselho de Ouro (part. Roberto Chanel)

Osvaldo Pugliese

Consejo de Oro (part. Roberto Chanel)

Entonces era un pibe
Cuando murió mi padre
Fue tanta la miseria
Que mi viejita y yo

Comíamos llorando
El pan amargo y duro
Que esas horas tristes
Mi mano mendigo

Mi pobre madrecita
Lavando ropa ajena
Pasabase las horas
Al pie del pileton

Por miserias monedas
Con que calmaba penas
La cruz de esta amargura
De nuestra situación

Fui creciendo a tropezones
Y a mis años juveniles
Galope por el camino
Que mejor me pareció

En las vueltas de la vida
Me faltaba la experiencia
La experiencia sana y noble
Que ninguno me enseñó

De engreído me hice el guapo
Me encerraron entre rejas
Y de preso
Ni un amigo me ha venido a visitar

Solo el rostro demacrado
Y adorado de mi madre
Se aplastó contra la reja
Para poderme besar

A usted amigo que es tan joven
Le daré un consejo de oro
Un consejo santo y bueno
Que no tiene que olvidar

Cuide mucho de su madre
Que ella siempre es un tesoro
Un tesoro que al perderlo
Otro igual no encontrará

Conselho de Ouro (part. Roberto Chanel)

Então eu era um garoto
Quando meu pai morreu
Foi tanta miséria
Que minha mãe e eu

Comíamos chorando
O pão amargo e duro
Nessas horas tristes
Minha mão mendiga

Minha pobre mãezinha
Lavando roupa alheia
Passava as horas
Ao pé do tanque

Por míseras moedas
Com as quais acalmava as dores
O peso desta amargura
De nossa situação

Fui crescendo aos trancos
E nos meus anos jovens
Galopei pelo caminho
Que me pareceu melhor

Nas voltas da vida
Me faltava a experiência
A experiência saudável e nobre
Que ninguém me ensinou

Me tornei valentão
Me trancaram atrás das grades
E como preso
Nenhum amigo veio me visitar

Apenas o rosto abatido
E amado de minha mãe
Se esmagou contra a grade
Para poder me beijar

A você, amigo que é tão jovem
Darei um conselho de ouro
Um conselho santo e bom
Que não deve esquecer

Cuide muito de sua mãe
Pois ela sempre é um tesouro
Um tesouro que ao perdê-lo
Não encontrará outro igual

Composição: Arquímedes Arci