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Mãos Adoradas (part. Alberto Moran)

Osvaldo Pugliese

Manos Adoradas (part. Alberto Moran)

Las manos que yo quiero
Las manos que venero
No son color de rosa
Ni tienen palidez

Sus dedos no parecen
Diez yemas nacaradas
Tampoco están pintadas
Ni tienen altivez

Son manos arrugadas
Tal vez las más humildes
Y están cual hojas secas
De tanto trabajar

Son estas manos santas
Las manos de mi madre
Aquellas que me dieron
Con todo amor el pan

Las manos que yo quiero
Las manos de mi madre
De ligeras como aves
Volando siempre van

Las manos de mi madre
Por ágiles, dichosas
Si no hacen siempre algo
Tranquilas nunca están

Por rústicas y viejas
Qué bellas son sus manos
Lavando tanta ropa
Cortando tanto pan
Corriendo por la casa
La mesa acariciando
Buscando en el descanso
La aguja y el dedal

Las manos que trajeron
La lámpara a mi cama
Tapándome la espalda
En el invierno cruel

Que cuando estuve triste
Mis lágrimas secaron
Que cuando estuve enfermo
Acariciaronme

Oh manos adoradas
Oh manos llenas de alma
En ellas hoy quisiera
Mi frente refugiar

Y tristemente digo
Que lejos que se encuentran
Que lejos de mi angustia
Y de mi soledad

Mãos Adoradas (part. Alberto Moran)

As mãos que eu quero
As mãos que venero
Não são cor-de-rosa
Nem têm palidez

Seus dedos não parecem
Dez gemas nacaradas
Tampouco estão pintadas
Nem têm altivez

São mãos enrugadas
Talvez as mais humildes
E estão como folhas secas
De tanto trabalhar

São estas mãos santas
As mãos da minha mãe
Aquelas que me deram
Com todo amor o pão

As mãos que eu quero
As mãos da minha mãe
Leves como aves
Voando sempre vão

As mãos da minha mãe
Por ágeis, felizes
Se não fazem sempre algo
Tranquilas nunca estão

Por rústicas e velhas
Que belas são suas mãos
Lavando tanta roupa
Cortando tanto pão
Correndo pela casa
A mesa acariciando
Buscando no descanso
A agulha e o dedal

As mãos que trouxeram
A lâmpada para minha cama
Tapando minhas costas
No inverno cruel

Que quando estive triste
Secaram minhas lágrimas
Que quando estive doente
Me acariciaram

Oh mãos adoradas
Oh mãos cheias de alma
Nelas hoje eu gostaria
De abrigar minha testa

E tristemente digo
Que longe que se encontram
Que longe da minha angústia
E da minha solidão

Composição: Horacio Sanguinetti