Puente Alsina (part. Jorge Vidal)
Donde está mi barrio
Mi cuna maleva
Adónde la cueva
Refugio de ayer
Borro el asfaltado
De una manotada
La vieja barriada
Que me vio crecer
En la sospechosa
Quietud de un suburbio
La noche de un turbio
Drama pasional
Y yo desde entonces
El hijo de todos
Rodé por el lodo
De aquel arrabal
Puente Alsina
Que antes fueras mi regazo
De un zarpazo
La avenida te alcanzo
Viejo puente
Compañero y confidente
Sos la marca que en la frente
El progreso le ha dejado
El suburbio revelado
Hasta ayer te defendió
RECITA
Yo no he conocido
Caricias de madre
Tuve un solo padre
Que fuera el rigor
CANTA
Y llevo en mis venas
De sangre maleva
Gritando una gleba
Con crudo rencor
Porque se lo llevan
Mi barrio mi todo
Yo el hijo, del lodo
Lo vengo a buscar
Mi barrio es mi madre
Que ya no responde
Que digan adónde
La van a enterrar
Ponte Alsina (part. Jorge Vidal)
Onde está meu bairro
Minha origem maleva
Onde está a caverna
Refúgio de ontem
Apago o asfalto
Com um golpe
A velha vizinhança
Que me viu crescer
Na suspeita
Tranquilidade de um subúrbio
A noite de um turbulento
Drama passional
E eu desde então
O filho de todos
Rolei pela lama
Daquele arrabal
Ponte Alsina
Que antes foste meu colo
De repente
A avenida te alcançou
Velha ponte
Companheira e confidente
É a marca que na testa
O progresso deixou
O subúrbio revelado
Até ontem te defendeu
RECITA
Eu não conheci
Carícias de mãe
Tive apenas um pai
Que foi a rigidez
CANTA
E levo em minhas veias
De sangue malevo
Gritando uma gleba
Com crua amargura
Porque estão levando
Meu bairro, meu tudo
Eu, filho, da lama
Venho buscá-lo
Meu bairro é minha mãe
Que já não responde
Que digam para onde
A vão enterrar
Composição: Benjamín Tagle Lara