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Em Clima de Rodeio/ Olhos Azuis/ Opinião de Caboclo (pot-pourri)

Otávio Augusto e Gabriel

Letra

    Alô, alô, alô, moçada do chapéu grande
    E bota do cano longo
    Logo após as montarias
    Tem viola e tem fandango

    Alô, alô, alô, mulher loira ou morena
    Eu não faço muita escolha
    Hoje a jiripoca pia
    O pau quebra ou cai a folha

    No brete tem touro bravo
    No lombo peão valente
    Arquibancada lotada
    Pra todo lado tem gente

    A mesa da comissão
    Tem um grande presidente
    Homem guiado por Deus
    Presidente do pé quente

    Morena dos olhos verdes
    Cabelo preto e comprido
    Bem maior que o seu cabelo
    É o chifre do seu marido

    Desculpe se eu apelei
    Mas é que tive essa ideia
    São versos dos locutores
    Brincando com a platéia

    Pra festa nada me estrova
    Por falta de roupa nova
    Passei o ferro na véia

    A mulher que conheci balançou meu coração
    Esses versos fiz pra ela, inspirou essa canção
    Esse seu jeitinho meigo e uma fina educação
    Dois lindos olhos azuis que provocam sedução

    Esses seus olhos azuis que me encheu de paixão

    Quer dar fim na minha vida, me leva pro cadeião
    A gaiola dos seus braços é a melhor solução
    Para sentir no meu peito pulsar o seu coração
    Só espero que o delegado não me dê voz de prisão
    Com esses olhos azuis, não acaba não, mundão

    Eu fui lá na sua casa para te ver, não te encontrei
    Acho que você escondeu para não me ver, eu desconfiei
    Morena sem coração, não é assim que se faz
    Nem que eu morra de paixão na sua casa não volto mais

    Ai morena, deixa de judiação
    Seus caprichos são demais
    Maltrata meu coração
    Coração bom eu tenho, mas sou de opinião
    Isso que você me fez eu não lhe dou perdão

    Se tem outro que te ama
    Não me engane faça o favor
    Por que se for indo assim
    Eu sei que o meu fim é morrer de dor
    Devias compreender que não pode ser assim
    Eu amo tanto a você e você não gosta de mim

    Ai morena, você foi os sonhos meus
    E agora não me quer mais, vou te dar o meu adeus
    Adeus ingrato amor, amor ingrato adeus
    Nunca mais serei escravo dos caprichos seus
    Nunca mais serei escravo dos caprichos seus

    Composição: Joao Mulato, Deley, Ze Lourenco, Ary Freitas. Essa informação está errada? Nos avise.

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