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Onde Moram Meus Pais

Otávio Augusto e Gabriel

Letra

    Não suportando a saudade
    Do tempo que longe vai
    Voltei aonde vivi
    O bom tempo de rapaz
    O riacho da jangada
    Quanta lembrança me traz

    A campina verdejante
    E os lindos coqueirais
    Minha alegria foi tanta
    Quando vi a casa branca
    Aonde moram meus pais
    Na sombra do pé de cedro

    Passei horas recordando
    O correr do dia a dia
    Tudo foi se transformando
    Não vi as vacas leiteiras
    Lá no portão ruminando
    No piquete não vi mais

    O meu cavalo pastando
    Não ouvi mais as batidas
    Compassadas e seguidas
    Do monjolo trabalhando
    Não ouvi mais o jaó

    Piando no taboqueiro
    E lá na passagem velha
    Já não tem mais o barreiro
    Aonde dava na certa
    Rastro fresco dos mateiros

    Eu não vi mais o sultão
    Nem o guampo e o ligeiro
    Chorei por não resistir
    A saudade que senti
    Dos antigos companheiros
    Hoje vivo recordando
    O barulho do riozinho

    Também da paineira velha
    Lá da curva do caminho
    Seus galhos ainda floram
    Dando abrigo aos passarinhos
    Em seu tronco vi meu nome

    Gravado entre os espinhos
    Do tempo bom que passou
    Só a saudade ficou
    Ao longo do meu caminho


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