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Sombrio

Otto Ohm

Cupo

Siamo il prodotto delle nostre storie
dei nostri errori e delle nostre paure
di notti rimaste in piedi insieme a noi
il succo delle brutte avventure

delle delusioni e dei tradimenti
di quello che speravi e non è stato mai
del nostro saper cogliere le sfumature
di quelle che poi sfumano da sole

Ipocriti su quei particolari
che cerchiamo di farci scivolare
ma cozzano coi nostri paragoni
troppo piccoli per poterti impressionare

Del biliardino piccolo campioni
di quando non hai neanche gli avversari
dell'alchimia di ignari spettatori
di quelli che si uccidono da soli

Cupo come la via
come stringere forte quelle poche cose
che prima o poi
rischiamo di perdere

Quell'impressione di aver preso la brutta abitudine a sottovalutarsi
di fronte agli ostacoli
questo è il momento in cui
mi ritrovo solo con l'eredità di sorprendermi

e provo a salvarmi
cerco di emergere tra il banale e l'albume di vite sospese
tra gli angoli
stranamente non ho più paura

Sono spina dorsale dei miei fallimenti
il giudice meno imparziale che può capitare
sono la sassata che mi arriva sui denti
quella coltellata alla schiena che ti fa girare

Io sono il motivo, giustificazione
la firma più falsa su un male comune
la resa dei conti e il momento solenne
lo sguardo impaurito di chi ha già visto la fine

Cupo come la via
come stringere forte quelle poche cose
che prima o poi
rischiamo di perdere

Quell'impressione di aver preso la brutta abitudine a sottovalutarsi
di fronte agli ostacoli
questo è il momento in cui
mi ritrovo solo con l'eredità di sorprendermi

e provo a salvarmi
cerco di emergere tra il banale e l'albume di vite sospese
tra gli angoli
stranamente non ho più paura

Sombrio

Somos o produto das nossas histórias
dos nossos erros e dos nossos medos
de noites que ficamos acordados juntos
o suco das más aventuras

das decepções e das traições
do que você esperava e nunca aconteceu
do nosso jeito de captar as nuances
daquele que depois desaparece sozinho

Hipócritas sobre aqueles detalhes
que tentamos deixar passar
mas colidem com nossas comparações
tão pequenas para te impressionar

Do pebolim, pequenos campeões
de quando você nem tem adversários
da alquimia de espectadores desavisados
daquele que se mata sozinho

Sombrio como o caminho
como apertar forte aquelas poucas coisas
que mais cedo ou mais tarde
corremos o risco de perder

Aquela impressão de ter adquirido o mau hábito de se subestimar
diante dos obstáculos
este é o momento em que
me encontro sozinho com a herança de me surpreender

e tento me salvar
procuro emergir entre o banal e a clara de vidas suspensas
entre os cantos
estranhamente não tenho mais medo

Sou a espinha dorsal dos meus fracassos
o juiz menos imparcial que pode existir
sou a pedrada que chega nos meus dentes
a facada nas costas que te faz girar

Eu sou o motivo, a justificativa
a assinatura mais falsa sobre um mal comum
a hora da verdade e o momento solene
o olhar apavorado de quem já viu o fim

Sombrio como o caminho
como apertar forte aquelas poucas coisas
que mais cedo ou mais tarde
corremos o risco de perder

Aquela impressão de ter adquirido o mau hábito de se subestimar
diante dos obstáculos
este é o momento em que
me encontro sozinho com a herança de me surpreender

e tento me salvar
procuro emergir entre o banal e a clara de vidas suspensas
entre os cantos
estranhamente não tenho mais medo

Composição: