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Letra

    SP101 quilômetro 27
    É de onde vem a voz, aqui é forte o teste.
    Não se localizou então ouve só
    Cidade vizinha de campinas monte mor

    Quebrada pequena com uma par de problema
    Periferia esquecida seguindo seu estilo de vida
    Oque se vê são barracos casas mal acabadas
    Esgoto a céu aberto ruas esburacadas

    Por aqui se encontra de tudo um pouco
    Gente boa, gente má, caretas, muito loucos.
    Tentando sobreviver de um jeito ou de outro
    Varias vezes fui surpreendido por gritos pipocos

    Lugar que muitos chamam de fim de mundo
    Refugio de gente humilde também do submundo
    Jardim Moreira, paulista, paviotti.
    Campos dourados periferia entre a vida e a morte

    São Rafael, bela vista outros mais.
    Gente sofrida que só quer viver em paz
    Nordestinos que desistiram da vida em São Paulo
    Da pra contar nos dedos os que estão a salvos

    O relógio desperta acabou o sossego
    Levanta pra trampar se não perde o emprego
    Todo dia - todo dia a mesma rotina
    Ônibus lotado itinerário campinas

    Correria sofrimento luta constantemente
    O suor a canseira escorre friamente
    Batalhar por sobrevivência é o caminho
    É Deus por nós e cada um sozinho

    Protagonistas de uma história real
    Onde sobreviver é o papel principal
    A cidade dormitório amanhece mais um dia
    O sol nem deu as cara levanta periferia

    Tem que lutar pela favela é todo dia
    No mundão você vale o que tem
    Tem que lutar pela favela é todo dia
    No mundão você vale o que tem

    Mais uma vez o final semana sábadão
    Amanhece e eu estou na cama
    Ouço o megafone na rua som a toda altura
    É o peixeiro em mais um dia de luta

    Abro a janela elas estão lá varias pipas no ar
    Um vizinho que eu não via há tempos veio me cumprimentar
    Molecada correndo divertimento
    O agito dia a dia esconde o sofrimento

    Bola no centro vai começar mais um racha
    Lance empolgante do centro-avante o tempo passa
    Saio no role o sol não me dá trégua
    Chego pro dono da mercearia ai passa a régua

    Calor agitação a temperatura sobe
    Carros em velocidade a poeira me encobre
    Ritmos se misturam na nossa quebrada
    A sanfona a batucada não pega nada

    Rap nacional o som ao qual me identifico
    Eu vivo aqui não vacilo, facilito não complico.
    Os exemplos me mostraram friamente isso
    Amigos, inimigos eu vi cair no precipício.

    Drogas, armas tretas por todos os cantos.
    No crime na vida bandida crianças se formando
    A outra face aliados em prol da vida
    Nocaute no sistema nessa tendência suicida

    Relato os fatos vou cantando
    A esperança sangue enquanto a vida vai passando
    A destruição prossegue nos contaminado
    Esse é o diário do nosso cotidiano

    Protagonista de uma história real
    Onde sobreviver é o papel principal
    A cidade dormitório amanhece mais um dia
    O sol nem deu as cara levanta periferia


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