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200 Reais Para Calamaro

Ozcar Horna

200 Soles Para Calamaro

Pa’ que cantar si es que cantar no quiero?
Pa’ que escribir si es que quiero dormir?
Tal vez 4 de estos acordes muertos
Omiten lo que no quiero escupir

Entonces diré
Que no me arrepiento de haber sucumbido 
Y haber besado al fin sus labios con cariño
Sabiendo que ya nunca lo podría a hacer

Entonces diré 
Que no me arrepiento haberme metido
En un telo barato tanto como el vino
Que nos bebimos antes de olvidarnos de que

Pa’ que hablar más de lo que nunca ha sido?
Pa’ que escribir otra canción de amor?
Tal vez las regalías de este vidrio
Me ayuden a terminar la canción

Entonces diré 
Que no me arrepiento por haber guardado
200 soles para ir a ver a Calamaro
Algún concierto de un futuro no cercano

Entonces diré
Que no me arrepiento de haberme metido
En un Telo barato tanto como el vino
Que nos bebimos antes de olvidarnos de que

Ella y yo 
Tan cercanos 
Tan distintos
Intentando ser amigos
Intentando no intentar

Ella da su piel y unos cigarrillos
Yo que quiero dar cariño
Y ella nada más me da-a
Tranquila lo sé

No podrás el jueves tampoco el domingo
Yo tampoco puedo 
Pero si es contigo
Dejo esta canción de mierda a medio ser

200 Reais Para Calamaro

Pra que cantar se eu não quero cantar?
Pra que escrever se eu quero dormir?
Talvez 4 desses acordes mortos
Omitam o que eu não quero cuspir

Então eu direi
Que não me arrependo de ter sucumbido
E ter beijado finalmente seus lábios com carinho
Sabendo que nunca mais poderei fazer isso

Então eu direi
Que não me arrependo de ter me metido
Em um motel barato tanto quanto o vinho
Que bebemos antes de esquecermos que

Pra que falar mais do que nunca foi?
Pra que escrever outra canção de amor?
Talvez os royalties desse vidro
Me ajudem a terminar a canção

Então eu direi
Que não me arrependo de ter guardado
200 reais pra ir ver o Calamaro
Algum show de um futuro não tão distante

Então eu direi
Que não me arrependo de ter me metido
Em um motel barato tanto quanto o vinho
Que bebemos antes de esquecermos que

Ela e eu
Tão próximos
Tão diferentes
Tentando ser amigos
Tentando não tentar

Ela dá sua pele e uns cigarros
Eu que quero dar carinho
E ela nada mais me dá
Tranquila, eu sei

Você não vai poder na quinta nem no domingo
Eu também não posso
Mas se for contigo
Deixo essa canção de merda pela metade

Composição: Ozcar Horna