Puchito negro
Hoy te saco
De mi pecho y mi pulmón
Hoy tú eres
Esta última exhalación
Me despido
Y te tiro al asfalto
De este amor
Hoy te piso
Luego apago tu calor
Me despido
Tu tabaco se acabó
Solo llevo
Esta flema que extrañarte
Me dejó
Quiéreme, piérdete
Hazme trizas y retírate
Tengo que confesar que quemé
La única carta que me diste
Yo, en cambio, he estado escribiéndote
Noche a noche buscando un porqué
Lo siento, pero memoricé
Veinte líneas, siete adjetivos
Quince comas, ocho puntos seguidos
Nueve tildes, treinta sustantivos
Casi mil palabras, un solo motivo
Me rehusó a darlo por perdido
Pero se acaba este cigarrillo
Un último suspiro
Confundimos el Sol con un meteorito
Ya no será
Ya no veré
Yo ya no la esperaré
Ella ya no llegará
La combi no demorará
Los postes sin luz no nos verán pasar
Ella ya jamás conocerá a mamá
No le mostraré todo esto que escribí
Yo nunca sabré en quién se convertirá
Ella no sabrá nunca quién mierda fui
Sé que me quieres, sabes que te quiero
Aunque ambos sabemos que estamos mejor si nos desentendemos
Pero espero sepas que a lo lejos te observo, seré tu reflejo
Y cuando voltees a ver a los que aplauden tus logros
Mis ojos serán tu estorbo y to' se queda en el recuerdo
Fumo si escribo mi cuento
Pongo nuestro marcalibros en un capítulo eterno
Y si algún día me pierdo
Que el olor a la nicotina que destila mi pecho
Luego me permita leerlo
En las cenizas de lo nuestro
Avanzo hacia el retroceso
Hoy te saco
De mi pecho y mi pulmón
Hoy tú eres
Esta última exhalación
Me despido
Y te tiro al asfalto
De este amor
En este banco
Todo lo nuestro marchitó
A veces me estanco
Siento que no cambia el color
Estoy recordando
Cómo sonaba el último adiós
Y aún sigo guardando
Un puchito negro para dos
Me dijiste te amo
Y tus acciones dijeron: No
Demostrar lo contrario
A lo que pide el corazón
Parece tu empeño
Pintar el cielo es contradicción
Confundí nuestro incendio
Con la llama de mi encendedor
Puchito negro
Hoje eu tiro
Do meu peito e do meu pulmão
Hoje você é
Esta última exalação
Me despeço
E te jogo no asfalto
Desse amor
Hoje eu piso
Depois apago seu calor
Me despeço
Seu cigarro acabou
Só levo
Essa fleuma que a saudade
Me deixou
Me ama, se perde
Me despedaça e vai embora
Tenho que confessar que queimei
A única carta que você me deu
Eu, por outro lado, estive te escrevendo
Noite após noite buscando um porquê
Desculpa, mas memorize
Vinte linhas, sete adjetivos
Quinze vírgulas, oito pontos finais
Nove acentos, trinta substantivos
Quase mil palavras, um só motivo
Me recuso a dar isso por perdido
Mas esse cigarro tá acabando
Um último suspiro
Confundimos o Sol com um meteorito
Não será mais
Não vou ver
Eu já não vou esperar
Ela já não vai chegar
A van não vai demorar
Os postes sem luz não vão nos ver passar
Ela nunca vai conhecer a mamãe
Não vou mostrar tudo isso que escrevi
Eu nunca vou saber em quem ela vai se tornar
Ela nunca vai saber quem diabos eu fui
Sei que você me quer, sabe que eu te quero
Embora ambos saibamos que estamos melhor se nos ignoramos
Mas espero que saiba que de longe te observo, serei seu reflexo
E quando você olhar para os que aplaudem suas conquistas
Meus olhos serão seu estorvo e tudo fica na lembrança
Fumo se escrevo minha história
Coloco nosso marcador em um capítulo eterno
E se algum dia eu me perder
Que o cheiro da nicotina que sai do meu peito
Depois me permita lê-la
Nas cinzas do nosso
Avanço para o retrocesso
Hoje eu tiro
Do meu peito e do meu pulmão
Hoje você é
Esta última exalação
Me despeço
E te jogo no asfalto
Desse amor
Nesse banco
Tudo que era nosso murchou
Às vezes eu estanco
Sinto que a cor não muda
Estou lembrando
Como soou o último adeus
E ainda guardo
Um puchito negro para dois
Você me disse que me ama
E suas ações disseram: Não
Demonstrar o contrário
Do que pede o coração
Parece seu empenho
Pintar o céu é contradição
Confundi nosso incêndio
Com a chama do meu isqueiro