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O Pecado Original

Pablo Milanés

El Pecado Original

Dos almas
Dos cuerpos
Dos hombres que se aman
Van a ser expulsados del paraíso
Que les tocó vivir.

Ninguno de los dos es un guerrero
Que premió sus victorias con
Mancebos.
Ninguno de los dos tiene riquezas
Para calmar la ira de los jueces.
Ninguno de los dos es presidente.
Ninguno de los dos es un ministro.
Ninguno de los dos es un censor de
Sus propios anhelos mutilados...

Y sienten que pueden en cada
Mañana ver su árbol,
Su parque,
Su sol,
Como tú y como yo...
Entrañas
En la más dulce intimidad con
Amor así como por siempre
Hundo mi carne
Desesperadamente en tu vientre
Con amor también.

No somos dios.
No nos equivoquemos otra vez.

O Pecado Original

Duas almas
Duas corpos
Dois homens que se amam
Vão ser expulsos do paraíso
Que lhes coube viver.

Nenhum dos dois é um guerreiro
Que premiou suas vitórias com
Garotos.
Nenhum dos dois tem riquezas
Para acalmar a ira dos juízes.
Nenhum dos dois é presidente.
Nenhum dos dois é um ministro.
Nenhum dos dois é um censor de
Seus próprios anseios mutilados...

E sentem que podem a cada
Manhã ver sua árvore,
Seu parque,
Seu sol,
Como você e como eu...
Entranhas
Na mais doce intimidade com
Amor assim como para sempre
Afundo minha carne
Desesperadamente em seu ventre
Com amor também.

Não somos deus.
Não vamos nos enganar de novo.

Composição: