No Me Pidas
No me pidas,
que a todo diga que sí
que te cansarás,
ya no tiro
mi rienda al viento hasta el final.
No me aguantes
si ves que puedo arriesgar mi seguridad
tierra abajo podré tenerla y va a llegar.
Esa aparente ingenuidad
sin pretensiones, sí,
es mi verdad.
De mis huesos
que hagan un polvo dorado de amanecer,
ni la muerte que me sorprenda sin querer.
Lo anhelado
a veces te hace mirar hasta trascender,
lo logrado
te ve sentado descender.
Un culto pleno a la verdad
vale mil años más que claudicar.
No me pidas,
que a todo diga que sí
que te cansarás,
ya no tiro
mi rienda al viento hasta el final.
Não Me Peça
Não me peça,
que eu diga sim pra tudo
que você vai se cansar,
já não solto
minha rédea ao vento até o fim.
Não me aguente
se você vê que posso arriscar minha segurança
lá embaixo posso tê-la e ela vai chegar.
Essa aparente ingenuidade
sem pretensões, sim,
é a minha verdade.
Dos meus ossos
que façam um pó dourado de amanhecer,
nem a morte que me pegue de surpresa sem querer.
O que se anseia
de vez em quando te faz olhar até transcender,
o que se conseguiu
te vê sentado descendo.
Um culto pleno à verdade
vale mil anos a mais que desistir.
Não me peça,
que eu diga sim pra tudo
que você vai se cansar,
já não solto
minha rédea ao vento até o fim.
Composição: Pablo Milanés