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A Culpa Fui Eu

Pablo Perea

El Culpable Fui Yo

Aún recuerdo los días de angustia
Y de largos silencios
Tu mirabas desnuda a que se yo
El dolor inundaba tu cara, y como un miserable
Apuraba mi vaso de whisky, borracho de amor
Tu sabías como me las gastaba
Antes de conocerme
Mi guitarra, el bourbon y la noche eran mi devoción
Y es que en cada rincón de tu cama
Dejé mil promesas
Pero nunca llegaba la hora para darte calor

El culpable fui yo, de tu llanto y tus ojeras
La culpa la tuve yo, de tus miedos y tus penas
Pero hay algo más fuerte que tira,
Y me cuenta mentiras, y me empuja hacia la soledad
Siempre que tú no estás

¿Cómo hacerte creer que lo has sido todo en mi vida?
Si he llegado cien veces con aroma de cualquier mujer
Yo te juro que en mis noches de amor
Sin querer te he nombrado
Y esperaba encontrarte a mi lado a la salida del sol
¿Cómo voy a esperar que perdones lo que hice contigo?
Pero no soy cobarde y acepto un castigo cruel y feroz
Reconozco que he sido el verdugo de tus sentimientos
Y no puedo ocultar que merezco de largo tu adiós

El culpable fui yo, de tu llanto y tus ojeras
La culpa la tuve yo, de tu miedo y tus penas
Pero hay algo muy fuerte que tira,
Y me cuenta mentiras y me empuja hacia la soledad,
Siempre que tú no estás

El culpable fui yo, de tu llanto y tus ojeras
La culpa la tuve yo, de tus miedos y tus penas
Pero hay algo muy fuerte que ahoga mi mente
Y desnudo me arrastra hacia la tempestad,
Siempre que tú no estás

A Culpa Fui Eu

Ainda me lembro dos dias de angústia
E dos longos silêncios
Você olhava nua, sei lá por quê
A dor inundava seu rosto, e como um miserável
Eu esvaziava meu copo de uísque, bêbado de amor
Você sabia como eu era
Antes de me conhecer
Meu violão, o bourbon e a noite eram minha devoção
E é que em cada canto da sua cama
Deixei mil promessas
Mas nunca chegava a hora de te dar calor

A culpa fui eu, do seu choro e das suas olheiras
A culpa foi minha, dos seus medos e das suas dores
Mas tem algo mais forte que puxa,
E me conta mentiras, e me empurra pra solidão
Sempre que você não está

Como fazer você acreditar que foi tudo na minha vida?
Se cheguei cem vezes com o cheiro de qualquer mulher
Eu te juro que nas minhas noites de amor
Sem querer te nomeei
E esperava te encontrar ao meu lado na saída do sol
Como vou esperar que você perdoe o que fiz com você?
Mas não sou covarde e aceito um castigo cruel e feroz
Reconheço que fui o algoz dos seus sentimentos
E não posso esconder que mereço de longe seu adeus

A culpa fui eu, do seu choro e das suas olheiras
A culpa foi minha, dos seus medos e das suas dores
Mas tem algo muito forte que puxa,
E me conta mentiras e me empurra pra solidão,
Sempre que você não está

A culpa fui eu, do seu choro e das suas olheiras
A culpa foi minha, dos seus medos e das suas dores
Mas tem algo muito forte que afoga minha mente
E nu me arrasta pra tempestade,
Sempre que você não está