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Rio de Sangue Quente

Pacifico

Sangue Fiume Caldo

Sangue fiume caldo e limaccioso
Viaggio in fondo odoroso di fango e radici,
di piccolo gruppo di amici in sentita preghiera
Tramandata ogni giorno
Ripetuta ogni sera
Sangue fiume calmo e silenzioso
Fazzoletto di seta scippato ai capelli
e impigliato ai cancelli
I miei pensieri:
travestiti da sogni i miei carcerieri
Sangue fiume grande e minaccioso
Viaggio in fondo solitario.
Alle spalle il principio di un lungo binario,
sono qui
Sangue fiume caldo e limaccioso
In un bosco brumoso animato dal vento
che è ventaglio sospeso, vociante tormento
Respiro.
Darsi foglia al terreno
per poi perdersi in giro
Sangue fiume grande e minaccioso
Viaggio in fondo solitario.
Che sia
pace
giudizio
sipario
armistizio
Almeno qui...

Rio de Sangue Quente

Rio de sangue quente e lamacento
Viagem no fundo, cheirando a lama e raízes,
de um pequeno grupo de amigos em oração sentida
Transmitida a cada dia
Repetida toda noite
Rio de sangue calmo e silencioso
Lenço de seda arrancado dos cabelos
e preso nos portões
Meus pensamentos:
disfarçados de sonhos, meus carcereiros
Rio de sangue grande e ameaçador
Viagem no fundo solitário.
Atrás de mim, o começo de uma longa linha,
estou aqui
Rio de sangue quente e lamacento
Em uma floresta nebulosa, animada pelo vento
que é um leque suspenso, grito atormentado
Respiro.
Dar-se folha ao chão
para depois se perder por aí
Rio de sangue grande e ameaçador
Viagem no fundo solitário.
Que seja
paz
julgamento
cortina
armistício
Pelo menos aqui...

Composição: