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Entre Pitos e Flautas

Paco Bello

Entre Pitos Y Flautas

Cuando silbo, no me importa
Empaparme con los charcos.
Tengo sueños complicados,
Pero siempre dan la mano.

Tengo alguna, confidencia,
Con la tarde que se agota.
Nunca voy a conferencias,
Nunca cuento bien las horas.

Hago autodefinidos,
Me hacen gracia las palabras.
Y comparto con amigos,
La ventana y la persiana.

Y me toco el ombligo,
No se bien si he de decirlo.
Más bien lo hago como un crio,
Pero no le saco brillo.

He quedado en la playa,
Con un verso que me falta
Si no palpo sus escamas
Dormiré cerca del agua.

Meto goles, con la mano
Pero en cosas anodinas,
No conozco al adversario,
Ni tampoco al juez de linea

Me declaro selenita,
Cuando intuyo tus caricias,
No me gusta ir a misa,
Ni soñar en fila india.

Entre máquinas no puedo,
Decir nunca lo que pienso,
Dame un beso de velero,
Que de pronto, no te veo.

Entre pitos y flautas
Nos contamos batallas,
Los castillos se ganan
Con el cubo y la pala
Y con las manos mojadas...

Entre pitos y flautas
Nos contamos batallas,
Los castillos se ganan
Con el cubo y la pala
Y con las manos mojadas...

Y me gustan, las historias,
De montañas y de curvas.
Y el camino que se asoma
Sobre el mar cuando hay dunas.

Yo te busco a duermevela
Todo es hambre en la maleza,
Salen flores de las grietas,
Vendaval en mi cabeza.

Siempre hay algo que me empuja
A buscar tu voz desnuda
Susurrandome en la arena
Lo que tengo lo que queda

Y la plancha y la sotana,
Y la tela de la araña,
Caminar no saber nada
Pero nada hacia la balsa.

Entre pitos y flautas...

Me despido, con un beso,
Pero no de caballero.
Se me van los pensamientos,
No son muchos, pero fieros

Entre Pitos e Flautas

Quando assobio, não me importa
Me molhar nos poços.
Tenho sonhos complicados,
Mas sempre estendo a mão.

Tenho uma confidência,
Com a tarde que se esgota.
Nunca vou a conferências,
Nunca conto bem as horas.

Faço palavras cruzadas,
Me fazem rir as palavras.
E compartilho com amigos,
A janela e a persiana.

E me toco o umbigo,
Não sei bem se devo dizer.
Mais faço isso como uma criança,
Mas não dou brilho.

Combinei na praia,
Com um verso que me falta.
Se não toco suas escamas,
Dormirei perto da água.

Faço gols com a mão
Mas em coisas sem graça,
Não conheço o adversário,
Nem o juiz de linha.

Me declaro selenita,
Quando intuo suas carícias,
Não gosto de ir à missa,
Nem de sonhar em fila indiana.

Entre máquinas não consigo,
Dizer nunca o que penso,
Me dá um beijo de veleiro,
Que de repente, não te vejo.

Entre pitos e flautas
Contamos batalhas,
Os castelos se ganham
Com o balde e a pá
E com as mãos molhadas...

Entre pitos e flautas
Contamos batalhas,
Os castelos se ganham
Com o balde e a pá
E com as mãos molhadas...

E eu gosto das histórias,
De montanhas e de curvas.
E o caminho que se avista
Sobre o mar quando há dunas.

Eu te busco em meio ao sono
Tudo é fome na mata,
Flores brotam das fendas,
Vendaval na minha cabeça.

Sempre há algo que me empurra
A buscar sua voz nua
Sussurrando na areia
O que tenho, o que resta.

E a tábua e a batina,
E a teia da aranha,
Caminhar sem saber nada
Mas nada em direção à balsa.

Entre pitos e flautas...

Me despeço, com um beijo,
Mas não de cavalheiro.
Meus pensamentos se vão,
Não são muitos, mas são ferozes.

Composição: