Más Acá
Hoy no hablaré del mar
Ni de la inmensidad
Ni de ser o no ser.
Hoy no habrá soledad,
Hoy el pan es el pan
Hoy el vino es volver,
A dejarse caer
Descubrir una red,
Al final de tu piel.
Sin prentender abarcar
Mundos del más allá
Te invito a mi casa
Que está mas acá.
Hoy la vida es bienvenida
Sin metáforas altivas.
Hoy tu boca no es gaviota
Ni tus piernas rompeolas
Ni tu ombligo caracola.
Hoy no quiero que haya huellas en la arena
Que recuerden a sirenas
Hoy te quiero conocer
Igual que un animal
Sin pensar en nada más,
Que en el más acá.
Hoy no me haré preguntas
De por que la luna es tan blanca
Si toma tanto el sol.
Hoy no hablaré del reloj
Ni del hombre alienado
Ni del mundo y su coz.
Hoy no hablaré de los días
Con su arena y su cal
Con su estrella fugaz.
Hoy me vuelco en tu piel
Tu en la mía también.
Hoy te doy, lo que haría en realidad
Si el mundo acabara ya.
Hoy la vida es bienvenida...
Mais Aqui
Hoje não vou falar do mar
Nem da imensidão
Nem de ser ou não ser.
Hoje não haverá solidão,
Hoje o pão é só pão
Hoje o vinho é voltar,
A se deixar cair
Descobrir uma rede,
No final da sua pele.
Sem pretender abarcar
Mundos do além
Te convido pra minha casa
Que está mais aqui.
Hoje a vida é bem-vinda
Sem metáforas arrogantes.
Hoje sua boca não é gaivota
Nem suas pernas quebra-mar
Nem seu umbigo concha.
Hoje não quero que haja marcas na areia
Que lembrem sereias
Hoje quero te conhecer
Igual a um animal
Sem pensar em nada mais,
A não ser no mais aqui.
Hoje não vou me fazer perguntas
Sobre por que a lua é tão branca
Se toma tanto sol.
Hoje não vou falar do relógio
Nem do homem alienado
Nem do mundo e sua chacoalhada.
Hoje não vou falar dos dias
Com sua areia e seu cal
Com sua estrela cadente.
Hoje me jogo na sua pele
Você na minha também.
Hoje te dou o que faria na real
Se o mundo acabasse já.
Hoje a vida é bem-vinda...