Silvia Y Javier
Quedais de noche, despues de las doce
Septimo piso, puerta tres.
"el viento ruge" es la contraseña,
"el muro cae" es la respuesta.
Ella te abre, la vida ya no es dura.
Te llamas silvia, y el javier.
A veces sois manos de ternura
Y a veces hay truenos de locura
A veces sois la misma pintura
Y a veces hay páginas de dudas.
De día esquivas gorriones y ancianos
Sobre la moto del pizza-hut
Y ella busca en el segundamano
La aguja que hay en el pajar.
Y son dos sueños llenos de espuma
Que lamen juntos la orilla de la luna,
Y son dos hijos de la luz confusa
Acurrucados en caricias nocturnas.
A veces sois barquitos de bajura
Y a veces hay travesias turbias
A veces sois experiencias brutas
Y a veces sois expresiones puras.
Tu alma corre más que la moto
Sobre la lengua de la ciudad.
La sangre corre perdida en la carne,
Ella te quiere y hoy la verás.
Ella te abre, la vida ya no es dura
Te llamas silvia, y él javier.
A veces sois manos de ternura
Y a veces hay truenos de locura
A veces sois la misma pintura
Y a veces hay páginas de dudas
A veces sois barquitos de bajura
Y a veces hay travesias turbias
A veces hay experiencias brutas
Y a veces sois expresiones puras.
De día nadan hacia la isla de la noche...
Silvia e Javier
Ficam juntos à noite, depois da meia-noite
Sétimo andar, porta três.
"o vento ruge" é a senha,
"o muro cai" é a resposta.
Ela te recebe, a vida já não é dura.
Te chamas silvia, e ele javier.
Às vezes são mãos de ternura
E às vezes há trovões de loucura.
Às vezes são a mesma pintura
E às vezes há páginas de dúvidas.
De dia, você desvia de pardais e velhinhos
Na moto do pizza-hut
E ela procura no sebo
A agulha que está no palheiro.
E são dois sonhos cheios de espuma
Que lambem juntos a beira da lua,
E são dois filhos da luz confusa
Aconchegados em carícias noturnas.
Às vezes são barquinhos de fundo raso
E às vezes há travessias turvas.
Às vezes são experiências brutas
E às vezes são expressões puras.
Sua alma corre mais que a moto
Sobre a língua da cidade.
O sangue corre perdido na carne,
Ela te ama e hoje você a verá.
Ela te recebe, a vida já não é dura
Te chamas silvia, e ele javier.
Às vezes são mãos de ternura
E às vezes há trovões de loucura.
Às vezes são a mesma pintura
E às vezes há páginas de dúvidas.
Às vezes são barquinhos de fundo raso
E às vezes há travessias turvas.
Às vezes há experiências brutas
E às vezes são expressões puras.
De dia nadam em direção à ilha da noite...