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Franguinho Carijó

Palmeira e Piraci

Letra

    Eu sou aquele franguinho
    Que nasceu no mês de agosto
    Desde que nasci no mundo
    Foi só pra passá desgosto

    Logo fizero o batismo
    Lá na bêra do paió
    Por causa da minha cor
    Eu fui chamado Carijó

    Quando eu tava de dois mêis
    Já me dero intendimento
    Que eu ia tomá parte
    Na festa de um casamento

    A muié que me criava
    Era uma marvada intaliana
    Me tratava com pulenta
    E com casca de banana

    Me tratava com pulenta
    Só fazendo por bonito
    Eu piquei no calo dela
    Ela berrô igual um cabrito

    Ela já virô e me disse
    Você véve hoje só
    Casório da minha fia
    É aminhã, seu Carijó!

    Tava no arto de um toco
    E avistei uma mulata
    Vinha com a espiga de mio
    E um cachorro vira-lata

    Era a nossa cozinheira
    Que já vinha me buscá
    E o marvado cachorrinho
    Que vinha pra me pegá

    Adeus, meu pulero véio
    Terra dos verde capim
    Os óio que me vê hoje
    Podem dispidir di mim

    Eu cheguei lá na cozinha
    Com grande dor no coração
    Vi um tacho de água quente
    Bem na trempa do fogão

    A marvadinha da noiva
    Só pensava na comida
    Deu sinár pra cozinheira
    Pra acabar com a minha vida

    Inda fiz uma promessa
    Nessa hora de geriza
    Se essa noiva me comê
    Ela há de ficá sem camisa


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