Cuando Me Muera
Quiero dejar declarado para cuando corte mi suerte
E se me venga la muerte como gallo encandilado
Que e de estar agazapado para no fallar en nada
Dejare a mi paisanada algo que será notorio
Por que a en ves de hacer velorio que de haga una jineteada
Ojala dios des de el cielo que no se enoje e me comprenda
Que necesito que entienda que es mi ultimo consuelo
E antes de emprender el vuelo que nadie llore por mi
Pero le pido eso si al que este de animador
Que se diga un verso flor de los tantos que escribí
De las diez en adelante que se larguen de las crinas
E a las doce se termina con un asao abundante
Yo estaré ay no más campante disfrutando de la fiesta
Que se haga limpia modesta e nadie salga ofendido
E se algún esta aburrido que contrate a una orquestra
El lo mejor de la farra que no falte un pallador
Como tampoco un cantor que haga temblar la guitarra
Que toque que ponga garra por las costumbres camperas
E con la grupa sureña que larguen vente baguales
Y diez montas especiales con el basto e la encimera
Jinete de corazón te pido y ya te lo escribo
Colócame un par de estribos cuando cierre mi cajón
Que yo con gaucha expresión a tu abuelo buscaré
Las nubes recorreré para decirle al paisano
Póngase contento hermano que jinete como usted
Y cuando el sol valle cayendo e salga el ultimo reservado
Me sacan por otro lado que nadie quede sufriendo
Que yo miré sonriendo por esta gaucha jornada
Y dirá la paisanada algo que será notorio
No luces tristes de un velorio
Si se hace una jineteada …
Quando Eu Morrer
Quero deixar claro para quando a sorte acabar
E a morte chegar como galo encandeado
Que eu vou estar escondido pra não errar em nada
Deixarei pra minha galera algo que será notório
Porque ao invés de fazer velório, que se faça uma montaria
Oxalá Deus lá do céu não fique bravo e me entenda
Que preciso que compreenda que é meu último consolo
E antes de partir, que ninguém chore por mim
Mas peço, isso sim, ao que estiver de animador
Que recite um verso bonito dos tantos que escrevi
Das dez em diante que soltem as crinas
E às doze termina com um churrasco farto
Estarei lá, tranquilo, curtindo a festa
Que seja limpa e modesta e ninguém saia ofendido
E se alguém estiver entediado, que contrate uma orquestra
O melhor da farra, que não falte um palhaço
Como também um cantor que faça a guitarra tremer
Que toque com garra pelas tradições do campo
E com a montaria do sul que soltem ventos baguais
E dez montas especiais com o basto na encimera
Jinete de coração, te peço e já te escrevo
Coloque um par de estribos quando fechar meu caixão
Que eu, com jeito de gaúcho, ao seu avô vou buscar
As nuvens vou percorrer pra dizer ao paisano
Fique contente, irmão, que jinete como você
E quando o sol estiver se pondo e sair o último reservado
Me tirem por outro lado, que ninguém fique sofrendo
Que eu olhei sorrindo por esta jornada gaúcha
E dirá a galera algo que será notório
Não há rostos tristes de um velório
Se se faz uma montaria…