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De Volta

Pampa Yakuza

De vuelta

Luna boca bajo lunares asomando
Ronquido acompasado y tu cuerpo que se arrima
No me salen las rimas, quiero escribir dos líneas
Y siento tu saliva crepitar en el descanso

De vez en cuando alcanzo conectar alguna idea
Pero que es lo que pasa cuando estas tan cerca
Tersa salamandra, tu piel una caldera
Fogata sin piloto, se incendia la azotea

Quizá me de vuelta
O me pegue una vuelta
Me muerda la lengua
O la mueva en tu honor

Miro de reojo, doy vueltas como un pollo
La sábana encendida, cual es tu sintonía
Mira como apolilla, susurro a mi muñeco
Hay huelga en la otra punta, sentencia la difunta

La colcha de mi abuela, es algo hereditario
Papa y mama lo hicieron para que tenga un hermano
La mano viene espesa y en esa no me engancho
Te injerto una rodilla, y a ver si me das bolilla

Quizá me de vuelta
O me pegue una vuelta
Me muerda la lengua
O la mueva en tu honor

De Volta

Luna boca baixo os pontos que aparecem
Ronco acompassado e seu corpo que se aproxima
As rimas não saem, quero escrever duas linhas
E sinto sua saliva crepitando na pausa

De vez em quando consigo conectar alguma ideia
Mas o que acontece quando você está tão perto?
Salamandra lisa, sua pele uma panela
Fogueira sem controle, o telhado pega fogo

Talvez eu volte
Ou dê uma volta
Me morda a língua
Ou a mova em sua homenagem

Olho de canto, dou voltas como um frango
O lençol pegando fogo, qual é a sua sintonia?
Olha como uma traça, sussurro pro meu boneco
Tem greve na outra ponta, sentencia a defunta

A colcha da minha avó, é algo hereditário
Papai e mamãe fizeram pra eu ter um irmão
A mão vem pesada e nessa não me prendo
Te implanto um joelho, e vamos ver se você me dá atenção

Talvez eu volte
Ou dê uma volta
Me morda a língua
Ou a mova em sua homenagem

Composição: Pampa Yakuza