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Sob as Sombras

Panteón Rococó

Bajo Sombras

Alla, debajo del puente,
Bajo su sombra.
En un hoyo por cobijo,
Sueña con bombas.

No sabe de donde viene,
No sabe ni quien es.
No sabe, nisiquiera
Que dia es.

Al otro lado de la acera
Va caminando,
Con siete meses en su vientre,
Anda trabajando.

No sabe a que hora,
No sabe como fue.
No sabe, nisiquiera,
De quien es.

Y por atras de la embajada,
Vive fernando.
Con cartones de paredes
Y perros de guardia.

Y unas cuadras adelante,
Un niño "flexeando".
Con la inocencia en el rostro,
El anda volando.

No sabe de donde viene,
No sabe quien es
No sabe, nisiquiera,
Que dia es

Todo el mundo sabe de eso
Y no se hace nada.
Todo el mundo se da cuanta,
No les importa nada.

Todo el mundo pasa pasa y
Todos dan la espalda.
Y aquellos niños indefensos
La pagan bien cara.

Sob as Sombras

Lá, debaixo da ponte,
Sob sua sombra.
Em um buraco pra se abrigar,
Sonha com bombas.

Não sabe de onde vem,
Não sabe nem quem é.
Não sabe, nem sequer
Que dia é.

Do outro lado da calçada
Vai caminhando,
Com sete meses na barriga,
Está trabalhando.

Não sabe a que horas,
Não sabe como foi.
Não sabe, nem sequer,
De quem é.

E por trás da embaixada,
Vive o Fernando.
Com papelões como paredes
E cães de guarda.

E algumas quadras à frente,
Um menino "flexeando".
Com a inocência no rosto,
Ele está voando.

Não sabe de onde vem,
Não sabe quem é.
Não sabe, nem sequer,
Que dia é.

Todo mundo sabe disso
E não se faz nada.
Todo mundo percebe,
Não se importa com nada.

Todo mundo passa, passa e
Todos viram as costas.
E aquelas crianças indefesas
Pagam um preço alto.

Composição: Panteón Rococó