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Crianças

Paola Turci

Bambini

Bambino
Armato e disarmato in una foto
Senza felicità
Sfogliato e impaginato in questa vita
sola
Che non ti guarirà
Crescerò e sarò un po' più uomo
ancora
Un'altra guerra mi cullerà
Crescerò combatterò questa paura
Che ora mi libera
Ragazzini corrono sui muri neri di città
Sanno tutto dell'amore che si prende
e non si dà
Sanno vendere il silenzio e il male
La loro poca libertà
Vendono polvere bianca ai nostri
anni
E alla pietà
Bambini, bambini
Bambino
In un barattolo è rinchiuso un seme
Come una bibita
Lo sai che ogni tua lacrima futura ha
un prezzo
Come la musica
Io non so quale bambino questa sera
Aprirà ferite e immagini
Aprirà
Le porte chiuse e una frontiera
In questa terra di uomini
Terra di uomini.. oh bambino
Qual è la piazza in Buenos Aires dove
tradirono
Tuo padre il suo passato assassinato
Desapareçidos
Ragazzini corrono sui muri neri di città
Sanno tutto dell'amore che si prende
e non si dà
Sanno vendere il silenzio e il male
La loro poca libertà
Vendono polvere bianca ai nostri
anni
E alla pietà
Bambini, bambini
Bambino
Armato e disarmato in una foto senza
felicità
Sfogliato e impaginato in questa vita
sola
Che ti sorriderà

Crianças

Criança
Armado e desarmado em uma foto
Sem felicidade
Folheado e organizado nesta vida
sozinha
Que não vai te curar
Vou crescer e serei um pouco mais homem
ainda
Outra guerra vai me embalar
Vou crescer, vou lutar contra esse medo
Que agora me liberta
Garotinhos correm nas paredes pretas da cidade
Sabem tudo sobre o amor que se pega
e não se dá
Sabem vender o silêncio e o mal
A pouca liberdade que têm
Vendem pó branco para nossos
anos
e para a piedade
Crianças, crianças
Criança
Em um potinho está preso uma semente
Como uma bebida
Você sabe que cada lágrima sua futura tem
um preço
Como a música
Eu não sei qual criança esta noite
Vai abrir feridas e imagens
Vai abrir
As portas fechadas e uma fronteira
Nesta terra de homens
Terra de homens... oh criança
Qual é a praça em Buenos Aires onde
traíram
Teu pai, seu passado assassinado
Desaparecidos
Garotinhos correm nas paredes pretas da cidade
Sabem tudo sobre o amor que se pega
e não se dá
Sabem vender o silêncio e o mal
A pouca liberdade que têm
Vendem pó branco para nossos
anos
e para a piedade
Crianças, crianças
Criança
Armado e desarmado em uma foto sem
felicidade
Folheado e organizado nesta vida
sozinha
Que vai te sorrir