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Quanto Eu Guardei dos Meus Pensamentos

Paola Turci

Quanto Ho Tenuto Ai Miei Pensieri

E quanto ho tenuto ai miei pensieri…
Nascosti come pugni di lavanda
Nei cassetti più nascosti del mio
cuore,
al buio, in segreto e con amore
per farli crescere fino ad essere
desideri.
E quanto ho tenuto ai miei pensieri…
Una volta sciolti al sole, al cielo e ala
mare
E a quel chiasso sussurrato dell'estate
Dalle amiche, da cicale e dalle spine
delle more:
come rossetto tingevano le labbra di
miti eterni e strani nuovi sapori.
È quanto sto amando i miei pensieri
Che ti deve far capire
Che il nostro amore non è di oggi,
non è di domani,
ma rotta di collisione tra noi due
che sono nate solo ieri.
E quanto ho temuto i miei pensieri…
Come azzurre tramontane perforate
Da scie gassose bianche di razzi e
d'aeroplani
O come i rossi tramonti di un inverno
di telegiornali,
di una canzoni che ieri non sapevo e
che canterò domani.
E quanto ho vissuto i miei pensieri…
Cantando tra bicchieri e sigarette
O per certi amici con le loro idee un
po' fisse,
su quel confine senza sogni, su quella
lama di rasoio
che divide una canzone, una poesia
dalla nostra vita, la mia e la tua.
È quanto sto amando i miei pensieri
Che ti deve far capire
Che il nostro amore non è di oggi,
non è di domani,
ma rotta di collisione tra noi due
che sono nate solo ieri

Quanto Eu Guardei dos Meus Pensamentos

E quanto eu guardei dos meus pensamentos…
Escondidos como punhados de lavanda
Nas gavetas mais ocultas do meu
coração,
no escuro, em segredo e com amor
para fazê-los crescer até se tornarem
desejos.
E quanto eu guardei dos meus pensamentos…
Uma vez soltos ao sol, ao céu e ao
mar
E àquele barulho sussurrado do verão
Das amigas, das cigarras e dos espinhos
das amoras:
como batom tingiam os lábios de
sabores eternos e estranhos.
É quanto estou amando meus pensamentos
Que deve te fazer entender
Que nosso amor não é de hoje,
não é de amanhã,
mas uma rota de colisão entre nós dois
que nasceram só ontem.
E quanto eu temi meus pensamentos…
Como azuis crepúsculos furados
Por rastros brancos de foguetes e
de aviões
Ou como os vermelhos pores do sol de um inverno
de telejornais,
de uma canção que ontem eu não sabia e
que cantarei amanhã.
E quanto eu vivi meus pensamentos…
Cantando entre copos e cigarros
Ou por certos amigos com suas ideias um
pouco fixas,
sobre aquele limite sem sonhos, sobre aquela
lâmina de barbear
que divide uma canção, uma poesia
da nossa vida, a minha e a sua.
É quanto estou amando meus pensamentos
Que deve te fazer entender
Que nosso amor não é de hoje,
não é de amanhã,
mas uma rota de colisão entre nós dois
que nasceram só ontem.

Composição: