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Chernobyl

Paola Turci

Chernobyl

E cadde il mattino
E portò dolore
E' nero è nero il sole
E dalla sua stanza quel ragazzino
Vide nel cielo il futuro vicino e capì
Poi venne nessuno o forse un uomo
Forse un uomo solo
Volava da tempo ma senza vento
E un elica al cuore portò la sua rosa
fin qui
Lui senza parole come un sogno
vissuto
Un amico trovato un amore muto
A spegnere inferno rotolò nell'inferno
Non chiese a nessuno garanzie o
ritorno
E non fece un cenno a spiegarsi poi
dove sparì
Oh rose rose rose
Poi nell'emozione o commozione o
nell'annientamento
Soltanto il ragazzo sentì nel vento
Ancora il rumore di un elica e poi lo
seguì
E lui senza messaggio tra sputi e
coraggio
Il coraggio leggero di un uomo solo
Tu ancora lo vedi passare sui campi
Quei campi gelati ma ha gli occhi
stanchi
Goccia di vita cadrai dai suoi occhi
fin qui
Oh rose rose rose
Oh vento vento vento non le
strappare
Rose rose rose rose

Chernobyl

E caiu a manhã
E trouxe dor
É negro, é negro o sol
E daquela sala, aquele garoto
Viu no céu o futuro próximo e entendeu
Então veio ninguém ou talvez um homem
Talvez um homem só
Voava há tempos, mas sem vento
E uma hélice no coração trouxe sua rosa
Até aqui
Ele sem palavras como um sonho
vivido
Um amigo encontrado, um amor mudo
Pra apagar o inferno, rolou no inferno
Não pediu a ninguém garantias ou
retorno
E não fez um sinal pra se explicar depois
onde desapareceu
Oh rosas, rosas, rosas
Então na emoção ou comovido ou
no aniquilamento
Só o garoto sentiu no vento
Ainda o barulho de uma hélice e então o
seguiu
E ele sem mensagem entre cuspes e
coragem
A coragem leve de um homem só
Você ainda o vê passar pelos campos
Aqueles campos congelados, mas tem os olhos
cansados
Gota de vida, cairás dos seus olhos
até aqui
Oh rosas, rosas, rosas
Oh vento, vento, vento, não as
arranque
Rosas, rosas, rosas, rosas