395px

Autorretrato

Paradoxus Luporum

Autorretrato

Si es preciso lo repito
No me incluyo a ningún marco
No recito ningún mantra
No me subo a ningún barco
No defiendo la escritura sacrosanta
De ninguna ideología y de ninguna religión

Si es preciso lo repito
No me incluyo a ningún marco
No recito ningún mantra
No me subo a ningún barco
No defiendo la escritura sacrosanta
De ninguna ideología y de ninguna religión

Me desligo de todo profeta
No admito sermón ni receta
No caigo en las tretas
Del típico geta que altivo se nutre
De las marionetas que pautan su voz

Prestiño de rol y etiqueta
No sé si soy hombre tampoco si hembra
Tan solo un umbrío vacío
La nada las hebras
El libre albedrío me arropan y eligen mi ser

Yo no sé que es la patria
No tengo país ni bandera ni signo ni origen
Repudio los himnos soy nube inasible
Inmigrante invisible no tengo raíz

Si es preciso lo repito
No me incluyo a ningún marco
No recito ningún mantra
No me subo a ningún barco
No defiendo la escritura sacrosanta
De ninguna ideología y de ninguna religión

Si es preciso lo repito
No me incluyo a ningún marco
No recito ningún mantra
No me subo a ningún barco
No defiendo la escritura sacrosanta
De ninguna ideología y de ninguna religión

Me disocio de credo cualquiera me hastía
El hedor adoctrina costumbre a rutina
En mi piel no germina la oscura simiente
De la disciplina y de la imposición

No me agrada el control ni el dominio
Me aparto del rito
No aceptó sistema ni lema ni emblema
Resisto cualquier manuscrito
Aunque se haya descrito lo que uno debiera pensar

Me inclino a vagar sin maleta
Sin fe sin respuesta carente de forma
Alejando los dogmas que extraen
De la mente la urgente experiencia de la libertad

Si es preciso lo repito
No me incluyo a ningún marco
No recito ningún mantra
No me subo a ningún barco
No defiendo la escritura sacrosanta
De ninguna ideología y de ninguna religión

Si es preciso lo repito
No me incluyo a ningún marco
No recito ningún mantra
No me subo a ningún barco
No defiendo la escritura sacrosanta
De ninguna ideología y de ninguna religión

Si es preciso lo repito
No me incluyo a ningún marco
No recito ningún mantra
No me subo a ningún barco
No defiendo la escritura sacrosanta
De ninguna ideología y de ninguna religión

Si es preciso lo repito
No me incluyo a ningún marco
No recito ningún mantra
No me subo a ningún barco
No defiendo la escritura sacrosanta
De ninguna ideología y de ninguna religión

Autorretrato

Se for preciso, eu repito
Não me incluo em nenhum quadro
Não recito nenhum mantra
Não me subo a nenhum barco
Não defendo a escritura sagrada
De nenhuma ideologia e de nenhuma religião

Se for preciso, eu repito
Não me incluo em nenhum quadro
Não recito nenhum mantra
Não me subo a nenhum barco
Não defendo a escritura sagrada
De nenhuma ideologia e de nenhuma religião

Me desligo de todo profeta
Não aceito sermão nem receita
Não caio nas armadilhas
Do típico otário que se alimenta
Das marionetes que ditam sua voz

Prestiço de papel e etiqueta
Não sei se sou homem, nem se sou mulher
Apenas um vazio sombrio
O nada, as fibras
O livre arbítrio me envolve e escolhe meu ser

Eu não sei o que é a pátria
Não tenho país, nem bandeira, nem signo, nem origem
Repudio os hinos, sou nuvem intangível
Imigrante invisível, não tenho raiz

Se for preciso, eu repito
Não me incluo em nenhum quadro
Não recito nenhum mantra
Não me subo a nenhum barco
Não defendo a escritura sagrada
De nenhuma ideologia e de nenhuma religião

Se for preciso, eu repito
Não me incluo em nenhum quadro
Não recito nenhum mantra
Não me subo a nenhum barco
Não defendo a escritura sagrada
De nenhuma ideologia e de nenhuma religião

Me dissocio de qualquer credo, me enjoa
O fedor doutrina, costume à rotina
Na minha pele não germina a semente obscura
Da disciplina e da imposição

Não gosto de controle nem de domínio
Me afasto do rito
Não aceito sistema, nem lema, nem emblema
Resisto a qualquer manuscrito
Mesmo que tenha descrito o que se deve pensar

Me inclino a vagar sem mala
Sem fé, sem resposta, carente de forma
Afastando os dogmas que extraem
Da mente a urgente experiência da liberdade

Se for preciso, eu repito
Não me incluo em nenhum quadro
Não recito nenhum mantra
Não me subo a nenhum barco
Não defendo a escritura sagrada
De nenhuma ideologia e de nenhuma religião

Se for preciso, eu repito
Não me incluo em nenhum quadro
Não recito nenhum mantra
Não me subo a nenhum barco
Não defendo a escritura sagrada
De nenhuma ideologia e de nenhuma religião

Se for preciso, eu repito
Não me incluo em nenhum quadro
Não recito nenhum mantra
Não me subo a nenhum barco
Não defendo a escritura sagrada
De nenhuma ideologia e de nenhuma religião

Se for preciso, eu repito
Não me incluo em nenhum quadro
Não recito nenhum mantra
Não me subo a nenhum barco
Não defendo a escritura sagrada
De nenhuma ideologia e de nenhuma religião

Composição: Paradoxum Luporum